- O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse que o grupo está preocupado com uma possível agressão dos EUA contra o Irã, especialmente contra o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei.
- As tensões entre Irã e EUA aumentaram após repressão às protestas no Irã, que deixaram milhares de mortos; Washington já sinalizou possível resposta.
- Qassem afirmou que o Hezbollah não é neutro e que o grupo defenderá a si mesmo, definindo ações conforme a situação se desenrolar.
- Mediadores teriam informado ao Hezbollah que EUA e Israel avaliavam ataques contra o grupo caso haja ataque ao Irã, o que poderia acender novo conflito na região.
- O Hezbollah já havia sido enfraquecido em 2024 por confrontos transfronteiriços com Israel, e há acusações mútuas de violações entre Israel e Líbano desde então.
Beirute – O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou nesta segunda-feira que o grupo, alinhado ao Irã, está preocupado com a possibilidade de enfrentar a ameaça dos Estados Unidos contra o Irã, especialmente caso haja uma ofensiva contra o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei. A declaração foi feita em um pronunciamento transmitido pela televisão.
Qassem destacou que o Hezbollah não permanece neutro diante de eventuais agressões e que o grupo pode intervir, se for necessário, para se defender. Ele informou que mediadores teriam indicado que Washington e Israel cogitam atacar o movimento caso haja ataque ao Irã.
O líder informou ainda que houve indícios de que, em caso de confronto com o Irã, a guerra poderia se espalhar pela região. Ele ressaltou que o Hezbollah foi enfraquecido no último ano por confrontos com Israel, que apoiam a causa palestina em Gaza.
Contexto regional
A tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou após repressões a protestos no Irã, com milhares de mortos. O Irã já advertiu que qualquer ataque a Khamenei seria considerado uma guerra santa. Israel e Líbano chegaram a um cessar-fogo mediado pelos EUA em 2024, mas as acusações de violação persistem de ambas as partes.
Agência: Reuters.
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