- Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, combinaram discutir um encontro presencial no país após fevereiro; a data ainda não foi confirmada.
- A ligação de cerca de cinquenta minutos ocorreu nesta segunda-feira (26) e abordou temas econômicos, a Venezuela e o Conselho da Paz, proposto por Trump.
- Lula propôs que o órgão se limite à questão de Gaza e que haja assento para a Palestina; o Brasil ainda não respondeu ao convite para integrar a iniciativa.
- O brasileiro reiterou a defesa de uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
- Também foram discutidos indicadores econômicos e a cooperação no combate ao crime organizado, com interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro, ao tráfico de armas e no intercâmbio de informações financeiras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acertaram um encontro presencial em território americano para depois de fevereiro. A data ainda não foi confirmada. Eles conversaram por telefone nesta segunda-feira (26), em uma ligação de cerca de 50 minutos.
Na conversa, foram discutidos temas econômicos, a Venezuela e o Conselho da Paz, proposto por Trump. Lula propôs que o órgão seinite à questão de Gaza e inclua assento para a Palestina. O Brasil ainda não respondeu ao convite para integrar a iniciativa. O brasileiro também reiterou a defesa de uma reforma ampla da ONU, com ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
Conselho da Paz e ONU
Lula reiterou a ideia de que o Conselho da Paz seja limitado a Gaza e inclua a Palestina, ao mesmo tempo em que defende mudanças estruturais na organização global. A pauta sobre a ONU ficou alinhada com a visão brasileira de ampliar o peso de mudanças no Conselho de Segurança.
Venezuela e cooperação regional
Também foi enfatizada a importância da paz e da estabilidade na região, com foco no bem-estar da população venezuelana. O tema foi tratado no contexto de manter o equilíbrio regional e evitar agravamento de crises.
Economia e relação bilateral
Os indicadores econômicos de Brasil e Estados Unidos foram tratados pela dupla, que elogiou o relacionamento recente entre as nações. A conversa reforçou a percepção de cooperação econômica entre os dois países.
Cooperação no combate ao crime organizado
Lula confirmou a proposta encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro para fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado. O foco inclui repressão à lavagem de dinheiro, combate ao tráfico de armas, congelamento de ativos de grupos criminosos e intercâmbio de dados sobre transações financeiras.
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