- Governo brasileiro avalia rejeitar de forma polida o convite de Donald Trump para o Brasil integrar o que ele chamou de “conselho de paz”
- Planalto vê risco real de esvaziamento da Organização das Nações Unidas e não quer subestimar a questão
- Lula tratou do assunto com Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, e com Mahmoud Abbas, da Autoridade Palestina, na última quinta-feira (22)
- O grupo não foi convidado por Trump para o conselho, cuja primeira missão é reorganizar o território de Gaza
- A estratégia é ganhar tempo, considerar reformas da ONU e manter o fórum multilateral como espaço de discussão geopolítica
O governo brasileiro avalia uma forma polida de recusar o convite de Donald Trump para que Lula e o Brasil integrem o que ele chamou de “conselho de paz”. A ideia é evitar constrangimentos e manter o tom institucional nas relações internacionais.
A assessoria de Lula informou que o Planalto considera arriscado subestimar o efeito de um possível esvaziamento da ONU. A avaliação é de que manter a ONU como foro multilateral é essencial para a disputa geopolítica global.
Na quinta-feira passada (22), Lula dialogou sobre o tema com Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, e Mahmoud Abbas, da Autoridade Palestina. O encontro ocorreu em um contexto em que Trump não convidou o grupo para o tal conselho, cuja primeira missão seria reorganizar o território de Gaza.
Especialistas ouvidos pelo governo ressaltam que o convite representa um sinal de prestígio, que não pode ser descartado de forma abrupta. A estratégia brasileira, porém, busca ganhar tempo para avaliar reformas na ONU sem abandonar o papel do organismo.
A orientação é ponderar a necessidade de mudanças, mantendo a ONU como principal espaço de discussão geopolítica. A decisão final não foi anunciada, e a diplomacia brasileira pretende aguardar desenvolvimentos antes de qualquer anúncio.
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