- A Organização Mundial da Saúde informou que Reino Unido e vários outros países europeus perderam o status de eliminação da rubéola (sarampo) devido ao aumento de infecções na região, em dados de 2024.
- Além do Reino Unido, Espanha, Áustria, Armênia, Azerbaijão e Uzbequistão não mantiveram mais o status, conforme o WHO, que pediu incremento na vacinação, especialmente entre populações menos protegidas.
- A rubéola é prevenível por vacina, mas muito contagiosa; queda na cobertura pode levar à retomada de casos, com risco de complicações graves.
- A meta de vacinação para manter a doença à distância é acima de noventa e cinco por cento, mas no Reino Unido apenas oitenta e quatro vírgula quatro por cento das crianças tinham as duas doses em 2024; houve dois mil setecentos e onze casos confirmados na Inglaterra naquele ano.
- A Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido afirmou que todas as crianças devem ser vacinadas para proteção contra a rubéola; o status de eliminação do Reino Unido foi reconhecido pela primeira vez em dois mil e dezesseis, perdido em dois mil e dezoito e retomado em dois mil e vinte e um.
O WHO confirmou que o Reino Unido e várias Nações europeias perderam o status de eliminação da rubéola. Entre os países afetados estão Espanha, Áustria, Armênia, Azerbaijão e Uzbequistão, em meio a um aumento de infecções no continente. A decisão baseia-se em dados de 2024, divulgados em 26 de janeiro, após parecer de comitês regionais da OMS.
Para ser considerado livre da doença pela OMS, um país não pode ter transmissão local da mesma cepa por 12 meses ou mais. A agência aponta que a taxa de vacinação precisa superar 95% para manter a proteção, o que não ocorre nos locais avaliados. Na Inglaterra, por exemplo, 2024 registrou 2.911 casos confirmados, o maior número desde 2012, com apenas 84,4% das crianças com duas doses.
A OMS sustenta que a perda do status reflete um desafio mais amplo na região europeia, com outros países já apresentando transmissão regular da doença. França e Romênia também aparecem entre os que convivem com transmissão contínua, segundo a organização.
Medidas e perspectivas
A agência de saúde pública britânica recomenda que todas as crianças recebam a vacinação completa para evitar infecção por sarampo. O Reino Unido detinha o status de eliminação em 2016, perdeu em 2018, recuperou em 2021 e, agora, volta a enfrentar o desafio de manter a doença sob controle.
No conjunto, a OMS reforça a necessidade de aumentar as taxas de imunização, principalmente entre grupos com menor proteção, para evitar novos surtos entre crianças. A organização não concede prêmios ou punições, apenas orienta evidências para políticas públicas.
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