- Os restos do sargento da polícia israelense Ran Gvili foram devolvidos a Israel, encerrando a etapa inicial do acordo de cessar-fogo influenciado pelo plano de Trump.
- Gvili foi o último de 251 pessoas capturadas em 7 de outubro de 2023 que ainda estavam retidas em Gaza.
- A devolução dos restos deve abrir caminho para a segunda fase do plano de cessar-fogo dos EUA, conforme anúncio feito anteriormente pela Casa Branca.
- A travessia de Rafah entre Gaza e o Egito deve reabrir para pedestres, mas continuará sob controle de Israel e não deverá atender às necessidades humanas básicas de Gaza.
- O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou que não há mais cidadãos israelenses mantidos como reféns em Gaza, encerrando um capítulo longo de campanhas públicas.
O corpo do sargento da polícia israelense Ran Gvili foi devolvido a Israel, encerrando a última das 251 pessoas capturadas naquele dia 7 de outubro de 2023. Gvili morreu em combate contra militantes ligados ao Hamas durante os ataques do dia. Militares disseram que o corpo foi entregue após ser usado como peça de negociação em Gaza.
A devolução complemente o objetivo inicial de um plano de cessar-fogo proposto pelo ex-presidente Donald Trump. O anúncio ocorre em meio a negociações para avançar na segunda fase do acordo, já em curso segundo informações internacionais.
A entrega marca o fim de uma exigência-chave do acordo, abrindo caminho para avanços no mecanismo de cessar-fogo. O local da entrega foi identificado como parte das negociações em Gaza, com impactos indiretos nas rotas de passagem entre Gaza e o Egito.
Implicações políticas e humanitárias
O cruzamento de Rafah, entre Gaza e o Egito, seria reaberto para pedestres apenas após a devolução do corpo, segundo as determinações do protocolo. O tráfego continuará restrito e sob controle de Israel, sem facilitação de entrega de alimentos, remédios e outras necessidades básicas.
No total, 166 pessoas retornaram a Israel com vida, na maioria libertadas em acordos de cessar-fogo. Apenas oito foram liberadas por operações militares nacionais. Entre os falecidos, alguns morreram antes de serem levados para Gaza, outros durante o cativeiro ou por causas ainda não confirmadas.
O corpo de Gvili foi encontrado em um cemitério no norte de Gaza, na área sob controle israelense atrás de uma fronteira marcada como “linha amarela”. A confirmação sobre a presença dele em uniforme foi repassada a familiares pela polícia israelense.
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