- O chefe da OTAN, Mark Rutte, rejeitou pedidos de criar um exército europeu separado, citando dúvidas sobre o compromisso de Donald Trump com a segurança europeia após a crise envolvendo Groenlândia.
- Rutte disse que quem defende uma força europeia deve continuar sonhando, apontando que Putin ia gostar da ideia por sobrecarregar as forças do continente.
- Ele falou ao Parlamento Europeu em Bruxelas e destacou que as nações europeias devem assumir mais responsabilidade dentro da aliança transatlântica.
- O espanhol José Manuel Albares e o comissário de Defesa Andrius Kubilius também têm sugerido a hipótese de uma força europeia nos últimos dias.
- Rutte alertou que, se a Europa for sozinha, o custo seria muito superior a cinco por cento do produto interno bruto (PIB) dos países, e que isso exigiria construir capacidade nuclear própria, deixando de lado a garantia nuclear dos EUA.
O chefe da OTAN, Mark Rutte, rejeitou nesta segunda-feira as cobranças por uma força europeia independente, estimuladas pelas dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a segurança do continente. O episódio ocorreu em Bruxelas, durante sessão na Parlamento Europeu. O objetivo era discutir a proteção europeia diante de tensões sobre Groenlândia.
Politistas espanhóis e o Comissário de Defesa Europeu buscaram alternativas a uma aliança liderada pelos EUA. As propostas incluem uma força europeia separada, que ampliaria o papel da União Europeia na defesa comum.
Rutte argumentou que a Europa deve assumir mais responsabilidade dentro da OTAN, dentro de uma aliança transatlântica. Ele destacou que duplicação de estruturas geraria complexidade e custos elevados, e criticou a viabilidade de uma defesa europeia autônoma.
O líder holandês alertou que abandonar o guarda-chuva americano implicaria altos gastos, inclusive com capacidades nucleares próprias, elevando o custo para além dos 5% do PIB já acordados para defesa. Também disse que isso poderia fragilizar a proteção nuclear dos EUA.
Rutte ressaltou ainda que manter o foco na cooperação com os EUA é essencial para a segurança do continente, citando a importância de a Europa não abrir mão do amparo estratégico da aliança liderada pelo Ocidente.
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