- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que aumentará tarifas sobre produtos sul-coreanos, incluindo automóveis, madeira e farmacêuticos, de 15% para 25%.
- A justificativa é que a Coreia do Sul não estaria cumprindo o acordo comercial firmado no ano passado.
- O governo americano ainda não emitiu avisos formais para entrar em vigor as mudanças.
- O gabinete da presidência sul-coreana informou que não foi informado previamente sobre o plano e que o ministro do Comércio, Kim Jung-kwan, vai a Washington para conversações.
- O acordo previa tarifas dos EUA de até 15% para bens sul-coreanos; o setor automotivo representa parte relevante das exportações sul-coreanas para os EUA, e as ações de montadoras sul-coreanas caíram após o anúncio.
Donald Trump anunciou nesta terça-feira que aumentará tarifas sobre bens sul-coreanos, incluindo automóveis, madeira e farmacêuticos, para 25%. A medida vem após acusação de que Seul não está cumprindo o acordo comercial fechado no ano passado.
Segundo o presidente dos EUA, as tarifas subirão de 15% para 25% porque a Assembleia da Coreia não aprovou o que chamou de Acordo Comercial Histórico. A ideia é punir o que ele classifica como atraso na implementação do acordo.
A Casa Branca ainda não emitiu avisos formais para efetivar as mudanças. O governo sul-coreano informou que não tinha sido avisado com antecedência e que o ministro do Comércio, Kim Jung-kwan, viajava para Washington para negociações com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.
O acordo vigente previa tarifas de até 15% para bens sul-coreanos, com reduções propostas para veículos, peças automotivas e farmacêuticos. A ameaça de elevar tarifas pode reverter esse ajuste já acordado e impactar o setor automotivo, que representa cerca de 27% das exportações da Coreia do Sul para os EUA.
Na prática, a notícia provocou queda nas ações de várias montadoras sul-coreanas, com quedas de até 5% após o anúncio. Economistas destacam que o uso de tarifas como ferramenta de política externa tem gerado volatilidade no mercado e confronto com parceiros comerciais.
Fontes: agência Reuters, Agence France-Presse.
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