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UE aprova proibição de importação de gás russo até 2027

UE aprova, por maioria reforçada, proibição de importações de gás russo até 2027, com prazos escalonados e oposição de Hungria e Eslováquia

A presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen. Foto: Olivier Hoslet/AFP
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  • A União Europeia aprovou, por maioria reforçada, regras para banir todas as importações de gás russo até 2027, com a possibilidade de transformar a medida em lei.
  • Segundo o texto, o gás natural liquefeito russo será interrompido até o fim de 2026 e o gás por gasoduto até 30 de setembro de 2027, com adiamento possível até 1º de novembro de 2027.
  • Países têm até 1º de março para apresentar planos nacionais de diversificação do abastecimento e indicar desafios na substituição do gás russo.
  • Se a segurança do abastecimento estiver seriamente ameaçada, a proibição pode ser suspensa por até quatro semanas.
  • A Hungria e a Eslováquia se opuseram à medida; a Hungria pretende levar o caso ao Tribunal de Justiça da União Europeia; antes da invasão, a Rússia fornecia mais de quarenta por cento do gás do bloco, caindo para cerca de treze por cento em 2025.

A União Europeia aprovou nesta segunda-feira a proibição das importações de gás russo até 2027, como parte de um esforço para reduzir a dependência energética. A decisão foi tomada por maioria reforçada entre os 27 Estados-membros, sem unanimidade.

Segundo o texto, a UE interromperá as importações de gás natural liquefeito russo até o fim de 2026 e de gás por gasoduto até 30 de setembro de 2027. Um adiamento para 1º de novembro de 2027 pode ocorrer se houver dificuldades de armazenamento.

Preparação e salvaguardas

Países terão até 1º de março para apresentar planos nacionais de diversificação do abastecimento. Caso a segurança de fornecimento esteja seriamente ameaçada, a proibição pode ser suspensa por até quatro semanas.

Oposição e mecanismo de aprovação

A Hungria e a Eslováquia manifestaram resistência, mas a regra foi aprovada por maioria reforçada, exigindo pelo menos 20 votos favoráveis e 65% da população da UE. A Hungria planeja levar o caso ao Tribunal de Justiça da UE.

A participação da Rússia no gás da UE caiu de mais de 40% antes da invasão de 2022 para cerca de 13% em 2025, conforme dados da própria UE, refletindo mudanças no cenário energético europeu.

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