- O governo do Quênia quer plantar 15 bilhões de árvores até 2032, promessa feita pelo presidente William Ruto em 2022.
- Já foram plantadas cerca de 1,5 bilhão de árvores; ainda há desafios como falta de recursos, mão de obra e mudanças climáticas.
- Barasa destaca que o sucesso depende de apoio político e participação das comunidades, além de monitoramento e financiamento estáveis.
- A meta de energia é chegar a mil por cento de eletricidade proveniente de fontes renováveis até 2030, com foco em transição justa e inclusiva.
- A banimento de sacolas plásticas tem contribuído para um ambiente mais limpo, mas a fiscalização precisa ser fortalecida e há cobrança por apoio internacional para finanças climáticas.
O governo do Quênia mantém a meta de plantar 15 bilhões de árvores até 2032, anunciada pelo presidente William Ruto. A ministra do Meio Ambiente, Deborah Barasa, afirmou que o país pode atingir a cifra, mesmo diante de desafios recentes na campanha de reflorestamento.
Segundo dados do Ministério de Meio Ambiente, Alterações Climáticas e Florestas, já foram plantadas cerca de 1,5 bilhão de árvores. Barasa ressaltou que a meta depende da propagação de mudas e da participação efetiva das comunidades, além de financiamento estável e monitoramento confiável.
A ministra reconheceu obstáculos como lacunas de financiamento, escassez de mão de obra e mudas, além de condições de seca persistentes. Ela destacou que o engajamento comunitário e o respaldo político em níveis altos podem transformar o compromisso em ganhos duradouros.
A entrevista ocorreu durante uma cerimônia em homenagem ao legado de Wangari Maathai, helda em 10 de dezembro de 2025. O evento reuniu representantes da Organização das Nações Unidas Ambiente e do World Resources Institute Africa, fortalecendo o vínculo entre a memória da ambientalista e políticas atuais.
No cenário energético, Barasa informou que as energias renováveis respondem por cerca de 90% da matriz elétrica do país, com a meta de alcançar 100% até 2030. Ela enfatizou a necessidade de uma transição justa, com benefícios tangíveis para a população.
O Ministério também cita medidas como a extensão da responsabilidade do produtor, aprimoramento na remoção de amianto e campanhas de conscientização climática. Planos incluem a proteção de áreas úmidas, regiões áridas e florestas, além de promovem o reflorestamento em zonas ecológicas distintas.
Barasa afirmou que o financiamento vem de múltiplas fontes, incluindo tesouro, setor privado, comunidades e parceiros de desenvolvimento. A gestão de gastos envolve diversos programas, como o desenvolvimento de agroflorestas e iniciativas internacionais sobre REDD+, alinhadas ao compromisso do governo com a proteção ambiental e a geração de empregos.
Em síntese, a gestão ambiental do Quênia aposta na liderança política, no envolvimento comunitário e na diversificação de fontes de financiamento para avançar não apenas na meta de árvores, mas na transição para uma economia verde inclusiva.
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