- O governo da Alemanha vai reforçar o combate ao extremismo de esquerda após ativistas assumirem a responsabilidade por um ataque a uma usina de energia em Berlim, em janeiro, que causou o maior apagão desde a Segunda Guerra Mundial.
- O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, informou que as agências de segurança serão significativamente reforçadas nesse enfrentamento.
- Há uma recompensa de 1 milhão de euros para informações que identifiquem os autores do ataque, atribuído ao grupo de esquerda radical Volcano.
- O incidente deixou cerca de 45 mil domicílios sem eletricidade, em meio a temperaturas abaixo do esperado.
- A inteligência doméstica planeja aumentar o efetivo e aprovar uma lei para ampliar poderes digitais de investigação, incluindo análise automática de dados, reconhecimento facial e armazenamento de endereços IP.
O governo alemão planeja endurecer a luta contra militantes de esquerda após a reivindicação de responsabilidade por um ataque a uma usina em Berlin, em janeiro. O incidente causou o maior blecaute da cidade desde a Segunda Guerra Mundial e deixou milhares de residências sem energia.
O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, informou que os serviços de segurança serão significativamente reforçados no combate ao extremismo de esquerda.Oferece-se ainda 1 milhão de euros por informações que levem aos autores do ataque, atribuído a um grupo ativista de esquerda radical denominado Volcano.
O ataque, ocorrido no complexo de Lichterfelde, no distrito Steglitz-Zehlendorf, deixou 45 mil domicílios sem energia em temperaturas de inverno. A investigação apontou indícios de ofensiva planejada contra infraestrutura crítica.
Medidas e informações adicionais
A agência de inteligência doméstica deverá aumentar o efetivo dedicado à militância de esquerda. Também está em estudo um projeto de lei para ampliar poderes digitais de investigação, incluindo análises automatizadas, reconhecimento facial biométrico e armazenamento de endereços IP.
A agência de segurança informou que, em 2024, crimes motivados por ideologias de esquerda cresceram 38%; porém, crimes violentos reduziram 27% no mesmo período. Autoridades afirmam que novas diretrizes não reduzem o foco sobre outras formas de radicalismo.
As mudanças previstas também contemplam proteção de infraestrutura crítica e reforço de cooperação entre agências, sem indicar efeitos diretos sobre outras estratégias de combate ao extremismo.
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