- A China deve ampliar as importações de soja brasileira no primeiro semestre, com safra recorde e preços mais baixos, fortalecendo a liderança da América do Sul no maior importador mundial de oleaginosas.
- Processadores privados chineses fecham acordos para embarque de soja brasileira a partir de fevereiro, enquanto as compras de EUA, feitas principalmente por estatais, podem recuar conforme tarifas e custos.
- As tarifas tornam a soja dos EUA mais cara para esmagadores privados em comparação com o produto brasileiro, o que favorece o near sourcing brasileiro.
- A indústria brasileira espera margens de esmagamento favorecidas entre março e junho e exportações para a China nesse período devem ser mais altas que no ano anterior.
- A safra brasileira de 2025/26 está projetada em 182,2 milhões de toneladas; o Rabobank prevê exportação de cerca de 85 milhões de toneladas para a China em 2025/26, com reserva chinesa de 42 a 44 milhões de toneladas para o período.
A China deve ampliar as importações de soja brasileira no primeiro semestre, impulsionada por uma safra recorde no Brasil e preços competitivos. Comércio privado na China já fecha acordos para embarques a partir de fevereiro, com oferta maior à medida que a colheita avança.
A demanda chinesa por soja dos EUA deve recuar quando a temporada norte‑americana começar em setembro. As compras dos EUA, de cerca de 12 milhões de toneladas, vieram principalmente de estatais como Sinograin e COFCO, com preços mais altos para o setor privado.
As margens de esmagamento doBrasil para soja embarcada entre março e junho seguem favoráveis. Operadores apontam que exportações para a China podem subir no período, com a soja brasileira mais barata que a americana. Isso pode reduzir a demanda por cargas dos EUA.
Panorama e projeções
A produção brasileira de soja em 2025/26 está estimada em 182,2 milhões de toneladas pela Agroconsult. A Rabobank aponta que o Brasil exportará cerca de 85 milhões de toneladas para a China em 2025/26, acima do ano anterior.
Operadores destacam que a China reservou entre 42 e 44 milhões de toneladas de soja brasileira para setembro a agosto, com parte destinada a fevereiro a agosto. O mercado continua atento às relações comerciais entre os dois países.
Em 2024/25, a China importou 109,37 milhões de toneladas de soja. A previsão para 2025/26 é de queda para 95,8 milhões, conforme dados oficiais. A demanda de farelo de soja permanece robusta no primeiro semestre de 2026, sustentada pelo rebanho suíno do país.
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