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Governo francês vence primeira moção de desconfiança sobre despesas do orçamento 2026

Governo francês sobrevive à moção de desconfiança sobre o gasto do orçamento de 2026, sem decisão final da Assembleia; 289 votos necessários, 267 a favor

French Prime Minister Sebastien Lecornu, members of the French government and members of parliament listen to the President of National Assembly during a debate on the draft budget bill at the National Assembly in Paris, France, January 23, 2026. REUTERS/Gonzalo Fuentes/File Photo
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  • O governo francês sobreviveu ao primeiro voto de desconfiança no Parlamento sobre a parte de despesa do orçamento de 2026.
  • A moção foi apresentada pelo partido de esquerda radical La France insoumise (LFI) e contou com o apoio de 267 deputados.
  • Foram necessários 289 votos para aprovar a moção, que não foi atingida.
  • Na semana passada, o governo já havia sobrevivido a dois votos de desconfiança relacionados à parte da renda do orçamento de 2026.

O governo francês sobreviveu à primeira moção de desconfiança no Parlamento nesta terça-feira, em Paris, após aprovar a parte de gastos do orçamento de 2026 sem que a Assembleia Nacional tivesse a palavra final. A denúncia foi apresentada pelo partido de esquerda LFI.

A votação reuniu 267 deputados a favor da moção, enquanto 289 votos seriam necessários para derrubar o governo. A decisão ocorreu após o Parlamento discutir a parte de gastos do pacote orçamentário, sem exigir votação final pela Assembleia.

O foco da oposição, unsuradamente o LFI, argumentou que o governo contornou o processo democrático ao acelerar a aprovação da despesa. Na semana anterior, o mesmo governo já havia enfrentado duas votações de desconfiança sobre a parte de renda do orçamento.

A semana de votações intensificou o embate entre o Executivo e a oposição, com o governo mantendo a maioria necessária para seguir adiante com o orçamento, mas deixando a questão da legitimidade do processo em debate público.

Relatos indicam que o Parlamento continuará a escrutinar o orçamento de 2026, com analistas e partidos avaliando impactos econômicos e políticos da condução da pauta. As informações foram apuradas por Dominique Vidalon e Inti Landauro, com edição de Ingrid Melander.

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