- O Irã avisou que haverá consequências destrutivas se a Guarda Revolucionária for classificada pela União Europeia como organização terrorista, conforme pedido da Itália.
- O governo iraniano convocou o embaixador italiano e chamou as declarações de Roma de irresponsáveis, pedindo que reconsiderem a posição.
- O ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, disse que vai propor aos parceiros da UE a inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas.
- Tajani mencionou as perdas entre a população civil durante as manifestações, que começaram por razões econômicas e teriam se transformado em levantes supostamente orquestrados por forças estrangeiras.
- Fontes diplomáticas dizem que os 27 Estados-membros discutem impor sanções a altos funcionários da Guarda Revolucionária, mas a unanimidade é improvável; números de mortes variam conforme as fontes.
O Irã avisou nesta terça-feira 27 sobre consequências destrutivas caso a Guarda Revolucionária seja classificada como organização terrorista pela União Europeia, a pedido da Itália. A informação foi divulgada pela agência de notícias oficial Irna.
O ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador italiano e condenou as declarações como irresponsáveis, afirmando que a UE pode enfrentar retaliações caso aceite a proposta. O governo italiano foi chamado a reconsiderar a posição.
Passos na União Europeia
O ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, informou que apresentará aos colegas da UE, na quinta-feira, a inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas. Tajani citou perdas civis durante as manifestações como motivação.
Protestos no Irã tiveram início por reivindicações econômicas e, no começo de janeiro, passaram a ser vistos pelas autoridades como levantes artificiais por forças estrangeiras. As autoridades iranianas afirmam que milhares morreram.
Segundo fontes diplomáticas em Bruxelas, os 27 Estados-membros analisam sanções a altos dirigentes da Guarda Revolucionária, com a expectativa de medidas ainda nesta semana. No entanto, a falta de unanimidade dificulta a aprovação.
Pelo menos 3.117 pessoas teriam morrido nas manifestações, conforme as autoridades iranianas na semana passada; entre as vítimas, 2.427 seriam membros de forças de segurança ou civis. Defensores dos direitos humanos apontam números maiores.
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