- Israel suspeitou ter desocupado terreno no Rafah, sul de Gaza, para a construção de um acampamento para palestinianos, possivelmente com vigilância e reconhecimento facial na entrada.
- O ex-general Amir Avivi afirmou que o acampamento ficaria numa área de Rafah já desobstruída de túneis do Hamas e que a entrada e saída seria monitorada por militares israelenses.
- O plano seria abrigar palestinianos que queiram sair de Gaza para o Egito, bem como aqueles que desejem permanecer.
- As declarações ocorrem à medida que Israel se prepara para uma reabertura limitada da fronteira de Rafah com o Egito, tema ligado ao plano de Donald Trump para acabar com a guerra em Gaza.
- Autoridades israelenses já falaram sobre incentivar a emigração de gazenses; o Hamas nega e acusa o governo de planejar deslocamento forçado.
Israel planeja instalar um grande acampamento para palestinianos no sul da Faixa de Gaza, segundo um general retirado que assessora o Exército. O terreno foi limpo em Rafah para a construção, com possível uso de vigilância e reconhecimento facial na entrada, afirmação de Amir Avivi.
Avivi, reservista e fundador do Israel Defense and Security Forum, disse que a área foi liberada após combate a túneis do Hamas. Ele afirmou que o inquérito de entrada e saída seria feito por militares israelenses, num acampamento capaz de receber centenas de milhares de pessoas.
O militar não representa o comando, que não comentou o tema. O gabinete do primeiro-ministro de Israel também não respondeu sobre planos de Rafah. Avivi indicou que o acampamento atenderia quem queira sair de Gaza para o Egito e quem prefira permanecer.
A ideia surge num momento de preparação para a possível reabertura limitada da passagem de Rafah, considerada essencial no plano de fim do conflito em Gaza, apoiado pelos EUA. Órgãos oficiais já mencionaram incentivos à emigração de Gaza, sem confirmar remoção forçada.
Ismail Al-Thawabata, da Hamas, chamou a proposta de pretexto para deslocamento forçado, em nota enviada à Reuters. Em Gaza, quase dois milhões de moradores enfrentam mobilidade restrita e atuação de agentes de vigilância.
Fontes indicaram que Israel busca assegurar que mais palestinianos deixem Gaza do que entrem, alinhando-se a etapas do plano de reconstrução em Rafah. Autoridades israelenses já discutiram, no passado, estimular a emigração, mas negam planos de transferência populacional forçada.
Analistas veem o acampamento como possibilidade de acomodação de refugiados ante uma potencial ofensiva renovada. Avivi afirmou que o Exército estaria pronto para retomar manobras em Gaza caso haja nova ofensiva contra a cidade.
Do lado palestino, a situação permanece tensa. O Hamas mantém o controle sobre Gaza, enquanto o território permanece sob bloqueio e vigilância restrita. O relato destaca que decisões sobre demilitarização ainda geram disputas entre as partes.
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