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Israel planeja grande campo para palestinos no sul de Gaza, afirma general

Camp em Rafah, com vigilância e reconhecimento facial, pode abrigar centenas de milhares de palestinos, segundo general aposentado

Buildings lie in ruins amidst the rubble in Rafah, in the southern Gaza Strip, on December 8, 2025. REUTERS/Nir Elias /File Photo
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  • Israel suspeitou ter desocupado terreno no Rafah, sul de Gaza, para a construção de um acampamento para palestinianos, possivelmente com vigilância e reconhecimento facial na entrada.
  • O ex-general Amir Avivi afirmou que o acampamento ficaria numa área de Rafah já desobstruída de túneis do Hamas e que a entrada e saída seria monitorada por militares israelenses.
  • O plano seria abrigar palestinianos que queiram sair de Gaza para o Egito, bem como aqueles que desejem permanecer.
  • As declarações ocorrem à medida que Israel se prepara para uma reabertura limitada da fronteira de Rafah com o Egito, tema ligado ao plano de Donald Trump para acabar com a guerra em Gaza.
  • Autoridades israelenses já falaram sobre incentivar a emigração de gazenses; o Hamas nega e acusa o governo de planejar deslocamento forçado.

Israel planeja instalar um grande acampamento para palestinianos no sul da Faixa de Gaza, segundo um general retirado que assessora o Exército. O terreno foi limpo em Rafah para a construção, com possível uso de vigilância e reconhecimento facial na entrada, afirmação de Amir Avivi.

Avivi, reservista e fundador do Israel Defense and Security Forum, disse que a área foi liberada após combate a túneis do Hamas. Ele afirmou que o inquérito de entrada e saída seria feito por militares israelenses, num acampamento capaz de receber centenas de milhares de pessoas.

O militar não representa o comando, que não comentou o tema. O gabinete do primeiro-ministro de Israel também não respondeu sobre planos de Rafah. Avivi indicou que o acampamento atenderia quem queira sair de Gaza para o Egito e quem prefira permanecer.

A ideia surge num momento de preparação para a possível reabertura limitada da passagem de Rafah, considerada essencial no plano de fim do conflito em Gaza, apoiado pelos EUA. Órgãos oficiais já mencionaram incentivos à emigração de Gaza, sem confirmar remoção forçada.

Ismail Al-Thawabata, da Hamas, chamou a proposta de pretexto para deslocamento forçado, em nota enviada à Reuters. Em Gaza, quase dois milhões de moradores enfrentam mobilidade restrita e atuação de agentes de vigilância.

Fontes indicaram que Israel busca assegurar que mais palestinianos deixem Gaza do que entrem, alinhando-se a etapas do plano de reconstrução em Rafah. Autoridades israelenses já discutiram, no passado, estimular a emigração, mas negam planos de transferência populacional forçada.

Analistas veem o acampamento como possibilidade de acomodação de refugiados ante uma potencial ofensiva renovada. Avivi afirmou que o Exército estaria pronto para retomar manobras em Gaza caso haja nova ofensiva contra a cidade.

Do lado palestino, a situação permanece tensa. O Hamas mantém o controle sobre Gaza, enquanto o território permanece sob bloqueio e vigilância restrita. O relato destaca que decisões sobre demilitarização ainda geram disputas entre as partes.

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