- Liam Conejo Ramos, criança ecuatoriana de cinco anos, foi detido pelo ICE em Minneapolis ao voltar da escola com o pai; permanece sob custódia após sete dias.
- O caso reacende o debate sobre a detenção de menores migrantes nos Estados Unidos, incluindo condições e duração em centros de detenção.
- Segundo o Deportation Data Project, o ICE inseriu no sistema de detenção migratória três mil oitenta menores junto com pais entre janeiro e outubro de dois mil e vinte e cinco; mais de dois mil seiscentos foram detidos dentro do país.
- O Centro Residencial Familiar do Sul de Texas, em Dilley, é o maior do tipo; foi reaberto em março de dois mil e vinte e cinco e recebe críticas sobre condições e funcionamento.
- Autoridades do ICE afirmam que Liam não era o foco, e sim o pai; a família buscava asilo por meio do CBP One em dois mil e vinte e quatro, e a mãe de Liam está grávida e hospitalizada após a detenção.
O menor Liam Conejo Ramos, de cinco anos, foi detido há uma semana por agentes do ICE em Minneapolis, ao retornar da escola com o pai. A prisão ocorreu em frente à casa da família, na noite de 20 de janeiro, durante uma operação federal.
Liam está sob custódia no Centro Residencial Familiar do Sul de Texas, em Dilley, junto ao pai Adrián Conejo Arias. O caso reacende o debate sobre a detenção de menores migrantes e as regras de transferência entre Estados.
Segundo o ICE, a ação visava o pai, que teria fugido quando os agentes chegaram. A família diz que buscava asilo legal pelo CBP One, aplicativo criado na atual administração para facilitar entradas oficiais.
Dados do Deportation Data Project indicam que, de janeiro a outubro de 2025, o ICE deteve cerca de 3.800 menores com pais. Mais de 2.600 teriam sido detidos dentro do país, sinalizando mudança de prática.
O Acuerdo Flores determina liberação de menores em até 20 dias. Em dezembro, o ICE informou que aproximadamente 400 crianças ficaram sob custódia além desse prazo, por questões de transporte, saúde e trâmites legais.
O Centro Residencial Familiar de Dilley, maior do país, foi reaberto em março de 2025 após contrato com CoreCivic e a cidade local. A instalação recebeu críticas sobre condições, recursos e bem-estar infantil.
_testemunhas e defesa_
O advogado Eric Lee relatou protestos internos em Dilley, com filhos exibindo mensagens de liberdade. O defensor afirmou condições precárias, com água de consumo inadequado e refeições com problemas de higiene.
A agência de imigração manteve a versão de que Liam recebeu cuidado adequado após a detenção, recebendo alimentação e supervisão enquanto o caso segue trâmite legal. O ICE destaca que o foco foi o pai, não o menor.
_repercussões_
Familiares no Equador contestam a versão oficial. A avó de Liam afirma que o neto não tentou fugir; o pai teria deixado o país buscando melhores condições. A mãe, grávida, passou mal durante o ocorrido.
Situação de Liam e do restante das crianças detidas permanece sob escrutínio público e jurídico, com organizações de direitos humanos cobrando critérios, prazos e condições nos centros de detenção.
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