- Lula conversou por uma hora com o presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o Conselho de Paz e o acordo entre Mercosul e União Europeia.
- Ambos defenderam o fortalecimento das Nações Unidas e alinharam iniciativas de paz aos mandatos do Conselho de Segurança e à Carta da ONU.
- O Brasil foi convidado para participar do Conselho de Paz, mas ainda não deu resposta, com avaliação de riscos e regras amplas da iniciativa.
- O acordo Mercosul-UE enfrenta percalços: Parlamento Europeu encaminhou o tema ao Tribunal de Justiça da União Europeia para análise.
- Lula também tratou com o presidente do Chile, Gabriel Boric, e deve participar de encontros no Panamá durante a viagem.
O presidente Lula conversou por telefone com o presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o Conselho de Paz proposto pelos Estados Unidos e o acordo entre Mercosul e União Europeia. A conversa ocorreu nesta manhã e teve duração de aproximadamente uma hora, segundo o Planalto.
A defesa da ONU e o alinhamento com o mandato do Conselho de Segurança foram pontos centrais do diálogo. Lula e Macron concordaram em manter o foco em paz e segurança conforme a Carta da ONU e os mandatos relevantes, sem extrapolar esses marcos.
O Brasil foi convidado a participar do Conselho de Paz, mas ainda não respondeu. O governo avalia riscos, incluindo poder excessivo de Washington e regras amplas que poderiam nortear a implementação. Nacionalmente, o governo tem receios sobre a estrutura do mecanismo.
Conselho de Paz
Ambos os líderes também trataram de Venezuela, destacando a condenação de uso da força e a importância da estabilidade regional. A nota do Planalto reforça que a conversa manteve o tom de busca pela paz e pelo direito internacional.
Macron recebeu críticas internacionais por publicações associadas a ações dos EUA, o que foi citado como contexto da conversa. O Brasil acompanha a posição francesa sem adesões explícitas, ressaltando o interesse na estabilidade sul-americana.
Mercosul-UE e agenda econômica
Outro tema foi o acordo Mercosul-UE, que enfrenta resistência em Paris e Bruxelas. Lula disse que o tratado é positivo para ambos os blocos e favorece o multilateralismo e o comércio baseado em regras. O avanço depende de ratificação interna e aprovação europeia.
A França lidera resistência no setor agrícola, temendo impactos em carne bovina, açúcar e aves com preços mais baixos no mercado europeu. O Itamaraty aponta que o Brasil pretende acelerar a tramitação interna para pressionar a União Europeia.
Perspectivas e próximos passos
Ao longo da semana, Lula também manteve contatos com outros chefes de Estado. Em Panamá, o presidente brasileiro participará do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe e deve cumprir agendas bilaterais, incluindo reunião com o presidente panamenho.
Além de Boric, o governo chileno, com novas lideranças, está entre os temas da visita. O presidente brasileiro aguarda a primeira bilateral na viagem, com expectativa de manter diálogo estratégico sobre cooperação regional e temas comerciais.
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