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Lula e Macron condenam ação dos EUA na Venezuela em ligação

Lula e Macron condenam ação militar dos EUA na Venezuela e defendem fortalecimento da ONU; discutem cooperação Brasil-França e acordo Mercosul-UE

Presidentes ainda expressaram contrariedade ao Conselho da Paz de Trump e defenderam fortalecimento da ONU.
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  • Lula e Macron condenaram a ação militar dos EUA que prendeu o ditador Nicolás Maduro; a conversa ocorreu em ligação de cerca de uma hora.
  • Os dois também discutiram o Conselho de Paz proposto por Donald Trump e foram contrários, defendendo a ONU fortalecida.
  • Lula ressaltou que iniciativas de paz devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos propósitos da Carta da ONU.
  • O presidente brasileiro afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia é positivo para ambos os blocos, apesar da resistência de agricultores franceses.
  • Também foram tratados temas de cooperação bilateral em defesa, ciência e tecnologia e energia, com a meta de concluir acordos ainda no primeiro semestre de 2026.

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Emmanuel Macron, da França, condenaram nesta terça-feira a ação militar dos Estados Unidos que prendeu o ditador venezuelano Nicolás Maduro no começo deste ano. A declaração ocorreu durante uma ligação entre os dois líderes.

A conversa durou cerca de uma hora e também abordou a proposta de um Conselho de Paz defendida por Donald Trump. Em comunicado do Planalto, Lula afirmou que houve consenso sobre a necessidade de paz e estabilidade na América do Sul e no mundo.

Sobre a iniciativa de Trump, os dois líderes se posicionaram contrários e defenderam o fortalecimento da ONU. Lula disse ainda que propostas de paz devem respeitar o Conselho de Segurança e a Carta da ONU.

Cooperação regional e a ONU

Lula reiterou que a parceria entre Mercosul e União Europeia traz benefícios para os dois blocos e reforça o multilateralismo. O acordo foi assinado em 17 de janeiro, mas enfrenta entraves no Parlamento Europeu, o que pode atrasar a implementação das regras.

O Palácio do Planalto informou que o Brasil está mobilizando o Congresso para internalizar o acordo, mesmo que parcialmente, para iniciar a aplicação das normas comerciais. A França tem resistências ligadas à pressão de agricultores franceses.

Na conversa, Lula também tratou de cooperação bilateral com a França, especialmente nos setores de defesa, ciência e tecnologia e energia. As partes disseram que equipes técnicas devem avançar em acordo ainda no primeiro semestre de 2026.

Perspectivas e agenda internacional

Ainda segundo o comunicado, Macron e Lula discutiram a necessidade de alinhamento entre ações de paz e o mandato do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo é evitar medidas unilaterais e promover soluções multilaterais estáveis.

A ligação reforçou, segundo a assessoria presidencial, o compromisso com o diálogo regional e com o reforço de instituições internacionais como caminho para a estabilidade na região.

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