- Na manhã de terça-feira, 27, Lula ligou para Emmanuel Macron para tratar da proposta norte‑americana de criação do “Conselho da Paz” e do fortalecimento da ONU.
- Os dois líderes defenderam que ações de paz e segurança internacional estejam alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança da ONU e à Carta das Nações Unidas.
- Lula mencionou preocupação com o Conselho da Paz em conversa anterior com o presidente Donald Trump, ressaltando o risco de enfraquecer o papel central da ONU em conflitos como Gaza.
- Também trataram da situação na Venezuela, condenando o uso da força e ressaltando a importância da paz e da estabilidade na região.
- O acordo entre Mercosul e União Europeia foi citado como positivo para os dois blocos, com perspectiva de concluir negociações ainda no primeiro semestre de 2026, além de discutir cooperação bilateral em defesa, ciência, tecnologia e energia; Lula embarca para o Panamá no mesmo dia para participação no Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.
O presidente Lula telefonou para Emmanuel Macron na manhã desta terça-feira, 27. A conversa, que durou cerca de uma hora, ocorreu um dia após Lula falar com Donald Trump sobre a proposta norte-americana de criar um “Conselho da Paz”. O objetivo foi discutir a resposta à iniciativa.
Segundo a Presidência, Lula e Macron defenderam o fortalecimento da ONU e a atuação de paz alinhada aos mandatos do Conselho de Segurança e à Carta das Nações Unidas. A ideia é evitar instrumentalizar fóruns que possam enfraquecer o papel da ONU em conflitos.
No telefonema, Lula reiterou a posição de que o novo conselho não deve fragilizar a ONU, especialmente em situações como a Faixa de Gaza. O tema também foi discutido com foco na cooperação internacional para a paz e a segurança global.
Cooperação bilateral e temas regionais
A dupla abordou a relação Brasil-França, com ênfase em defesa, ciência, tecnologia e energia. Ambos concordaram em orientar equipes técnicas para avançar negociações em curso, com a expectativa de fechar acordos ainda no primeiro semestre de 2026.
Durante a conversa, Lula e Macron também trataram da situação na Venezuela, condenando o uso da força e destacando a importância de paz estável na América do Sul e no cenário internacional. O Planalto reforçou o compromisso com o multilateralismo.
O presidente brasileiro aproveitou para compartilhar que, no mesmo dia, embarca para o Panamá, para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. Em solo panamenho, Lula manterá compromissos voltados à cooperação econômica e à integração regional.
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