- Desde 1993, a Portas Abertas acompanha a Lista Mundial da Perseguição para entender onde cristãos enfrentam hostilidade por fé.
- Os mapas da LMP usam cores para indicar níveis de perseguição (amarelo alta, laranja severa, vermelho extrema) e revelam mudanças ao longo dos anos.
- A curva histórica mostra: 1993–1999 houve aumento; 1999–2006 queda leve; 2006–2010 estabilidade; 2011 até hoje crescimento, com África e Ásia liderando.
- A janela 10×40 concentra a maioria dos países com maior perseguição, mas, com o tempo, a pressão se expandiu para além dela, atingindo áreas da América Latina e outras regiões.
- Em 2026, não há países com perseguição alta entre os 50 mais afetados; todos estão em níveis severa ou extrema, marcando 30 anos de evolução da LMP (completados em 2023).
A Lista Mundial da Perseguição (LMP) é uma ferramenta criada pela Portas Abertas para mapear onde cristãos enfrentam hostilidade por sua fé. Desde 1993, a organização monitora países e identifica tendências de risco. Os mapas ajudam a visualizar mudanças na realidade dos cristãos perseguidos, com cores que indicam diferentes níveis de pressão.
Além de apresentar números, os mapas oferecem leitura visual de tendências globais e regionais. Cada cor sinaliza uma intensidade de perseguição baseada na pontuação da pesquisa. Amarelo indica perseguição alta, laranja é severa e vermelho representa extrema.
A história da LMP, ao longo de 34 anos, revela mudanças significativas na geografia da perseguição. A seguir, os principais marcos e padrões observados pela análise histórica da Portas Abertas.
Evolução da perseguição em três décadas
Entre 1993 e 1999 houve aumento expressivo do número de cristãos perseguidos.
Entre 1999 e 2006 ocorreu leve queda, mantendo ainda índices preocupantes.
Entre 2006 e 2010 houve certa estabilidade nos números.
Desde 2011, o aumento ganhou fôlego, com liderança da África e da Ásia nos dados.
Momentos históricos recentes
Eventos como a queda de governantes no Norte da África e a ascensão de grupos extremistas influenciaram a evolução da perseguição. Em 2012, a Primavera Árabe impactou a realidade dos cristãos perseguidos.
A morte de Muammar Gaddafi em 2011 alterou a pontuação da LMP na Líbia, refletindo mudanças regionais.
Em 2014, o surgimento do califado do Estado Islâmico, com base no Iraque e na Síria, agravou a violência contra cristãos e ampliou a perseguição na África e na Ásia.
Janela 10×40 e relação com a LMP
A janela 10×40 abrange Norte da África até a Ásia, entre 10° e 40° de latitude, região com grande parcela de populações não alcançadas pelo evangelho e altos índices de perseguição. Grande parte dos países identificados pela LMP fica nessa faixa, como Afeganistão, Egito, Índia, China, Coreia do Norte e Mianmar.
Ao longo dos anos, os mapas mostram a persistência de uma área crítica: a janela 10×40. Em 2026, o Top 50 da lista não registra países com perseguição alta; todos aparecem com níveis severos ou extremos. A tendência se mantém desde 2021.
Paralelamente, a pressão não ficou restrita à janela. Países da América Latina passaram a registrar casos de perseguição elevada, como Cuba, México, Nicarágua e Colômbia, bem como na África, com Camarões, República Democrática do Congo e Comores.
Conteúdo histórico e dados para leitura
Em 2023 a LMP completou 30 anos de atuação. A trajetória completa, com gráficos e análises, oferece uma visão consolidada sobre como a perseguição evoluiu ao longo do tempo. A série de mapas mantém o foco em indicar mudanças de cores e áreas de risco com clareza.
Socorro e mobilização
Os mapas também sinalizam a necessidade de apoio humanitário. A continuidade de campanhas de doação e assistência busca atender cristãos sob perseguição extrema. As iniciativas envolvem doação de alimentos, medicação e ajuda emergencial para comunidades atingidas.
Fontes oficiais da Portas Abertas apontam que a LMP continua sendo ferramenta essencial para monitorar o tema e orientar ações de apoio internacional. A organização recomenda acompanhamento contínuo das mudanças regionais para respostas rápidas e eficazes.
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