- Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas protestaram junto ao governo suíço após condenações de estudantes por invasão em ETH Zurich, universidade financiada pela Suíça, por parteciparem de protests pró-Palestina.
- Cerca de setenta estudantes participaram de um piquete pacífico em maio de dois mil e vinte e quatro, durante manifestações em várias cidades na Guerra de Gaza.
- Segundo os especialistas, os estudantes se opunham às parcerias entre a ETH Zurich e universidades israelenses.
- Cinco estudantes foram condenados por invasão, recebendo multas suspensas de até 2700 CHF, custas legais acima de 2.000 CHF e um registro criminal; dez apelaram aguardando sentença e dois foram absolvidos.
- Um porta-voz do Ministério da Justiça e Polícia Federal suíço e a ETH Zurich não comentaram de imediato; a ONU informou que escreveu às autoridades para tratar do tema.
Oitenta jovens do ETH Zurich, universidade financiada pela Confederação suíça, participaram de um sit-in pacífico em maio de 2024. A ação ocorreu durante protestos pró-Palestina no campus e foi dispersa pela polícia. A motivação foi a oposição a parcerias com universidades israelenses.
Cinco estudantes foram condenados por invasão, recebendo multas suspensas de até 2700 CHF e custas judiciais superiores a 2000 CHF. Além disso, houve registro de condenação nos antecedentes criminais, algo valorizado por empregadores em futuro processos seletivos.
Outros dez alunos que recorreram aguardam a sentença. Dois alunos foram absolvidos. Ações são parte de um movimento estudantil que envolve diversas cidades durante o período do conflito em Gaza.
As Nações Unidas indicaram preocupação com a criminalização de ativismo estudantil. Especialistas pediram que Bern e a ETH Zurich assegurem o direito à expressão e à reunião pacífica. Eles já escreveram às autoridades para pedir consideração do caso.
Um porta-voz do Ministério da Justiça e Polícia suíço não respondeu ao pedido de comentário. A assessoria do ETH Zurich também não retornou o contato para esclarecimentos. As informações são segundo os especialistas da ONU.
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