- O presidente dos Estados Unidos anunciou aumento de tarifas sobre autos e outras importações da Coreia do Sul para 25%, citando falha de Seul em legislar o acordo comercial que limitava as tarifas a 15%.
- O acordo, firmado em outubro de 2025, previa investimentos sul-coreanos de 350 bilhões de dólares em indústrias estratégicas dos EUA em troca do teto de tarifas.
- O ministro das Finanças sul-coreano afirmou que é improvável o início desses investimentos no primeiro semestre, citando razões administrativas e volatilidade cambial; o governo planeja um fundo de investimento sujeito à aprovação de uma governança multiestágio.
- Autoridades temem que a fuga de capitais para os EUA, estimada em até 350 bilhões de dólares, fragilize o won, e o Banco da Coreia disse que não concordará com saídas se os mercados cambiaisestiverem instáveis.
- No Parlamento, a criação do fundo depende de lei específica; a tramitação é lenta devido a divergências entre partidos, apesar de esforço conjunto entre governo e oposição para acelerar o processo.
- Também houve atrito com relação ao tratamento de empresas de tecnologia americanas, após um incidente de violação de dados da Coupang, o maior marketplace sul-coreano, o que elevou as tensões comerciais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou as tarifas sobre automóveis e outras importações da Coreia do Sul para 25%. A medida foi anunciada nas redes sociais, citando a falha deSeul em legislar o acordo comercial de 2025, que limitava as tarifas a 15%.
O governo sul-coreano vem atrasando a implementação do acordo, que prevê investimentos de 350 bilhões de dólares em setores estratégicos dos EUA em troca da redução tarifária. Autoridades locais destacam entraves administrativos e volatilidade do mercado cambial.
Para entender o que está emperrando o andamento, vale observar o papel do Parlamento sul-coreano. A proposta de criar um fundo externo exige lei específica aprovada pela Assembleia, com debate e votação ainda sem consenso entre partidos.
A resistência envolve sobretudo a definição de governança do fundo e o ritmo das aprovações, já que o projeto depende de comitês e votações na Comissão de Finanças. O governo pretende acelerar as discussões, buscando cooperação entre maioria e oposição.
O câmbio também preocupa as autoridades. O won caiu quase 7% ante o dólar nos últimos seis meses, o que aumenta o risco de saída de capitais estimada em 350 bilhões de dólares e pode pressionar mais o câmbio. O Banco da Coreia acompanha a situação.
A relação comercial envolve ainda tensões com o setor de tecnologia dos EUA. Em meio a disputas, a Coreia do Sul enfrenta críticas por tratamento regulatório a empresas norte-americanas, com impacto potencial nas negociações posteriores.
Em Washington, os planos de cooperação diplomática foram ressaltados pelo vice-presidente dos EUA em encontros com autoridades sul-coreanas, que buscam evitar mal-entendidos e escaladas na relação comercial. As partes reiteraram a importância de manter o diálogo.
Fontes próximas às discussões destacam que o acordo de framework com o Japão também segue caminho diferente, enquanto Tóquio avançou mais rapidamente na implementação.
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