- A Aylo, proprietária de YouPorn, Pornhub e Redtube, anunciou que não aceitará novos usuários no Reino Unido a partir de 2 de fevereiro.
- A decisão ocorre em meio a críticas ao Online Safety Act, lei que endurece a verificação de idade e pode gerar multas para plataformas.
- A empresa afirma que a norma não atingiu seu objetivo de proteger menores e torna a internet mais perigosa para menores e adultos.
- A Aylo também sustenta que a verificação de idade expõe dados pessoais e não cobre grande parte dos sites que oferecem conteúdo inadequado para determinadas idades.
- A companhia diz que continuará a dialogar com o Reino Unido, a Comissão Europeia e outros parceiros para levar lições da experiência para políticas futuras.
A Aylo, dona dos sites de conteúdo adulto YouPorn, Pornhub e Redtube, informou nesta terça-feira que não vai aceitar novos usuários no Reino Unido a partir de 2 de fevereiro. A decisão ocorre em meio ao endurecimento da legislação de verificação de idade.
A medida acontece no contexto das regras do Online Safety Act (OSA), em vigor desde 2024, que prevê multas para plataformas que permitam o acesso de menores a conteúdos impróprios. A empresa sustenta que a lei não atinge seus objetivos de proteção.
A Aylo, com sede no Chipre, afirma que as normas britânicas não protegem adequadamente menores e tornam a internet mais perigosa, além de comprometer a privacidade dos cidadãos. A companhia aponta que muitos sites com conteúdos inadequados para certas idades não recebem o mesmo nível de controle.
A empresa já bloqueou seus sites em outros países por motivos semelhantes e ressalta que grande parte dos sites com conteúdos inadequados não está sujeito a fiscalização. A Aylo sustenta que a verificação de idade impõe riscos à privacidade e à dados pessoais.
Desdobramentos para usuários existentes
A mudança afeta apenas novos cadastros. Usuários já cadastrados poderão continuar acessando os serviços, conforme a operadora, até possível reavaliação regulatória futura.
Segundo a Aylo, a verificação de idade não é a solução adequada e, ao contrário, amplia riscos para a privacidade. A empresa afirma manter o interesse em dialogar com o Reino Unido, a Comissão Europeia e outros parceiros.
A companhia encerra reiterando o objetivo de incorporar lições aprendidas no Reino Unido em políticas futuras de nível internacional, sem indicar data para a conclusão de eventuais revisões.
Entre na conversa da comunidade