- México cancelou o envio de petróleo para Cuba, confirmação da presidente Claudia Sheinbaum, que disse tratar-se de uma decisão soberana tomada no momento necessário.
- Cuba enfrenta queda de combustível e blackouts, sendo o México o maior fornecededor desde que os EUA bloquearam remessas da Venezuela no mês passado.
- A Bloomberg informou que a Pemex recuou de planos de enviar o petróleo a Cuba neste mês.
- Sheinbaum afirmou que a decisão não foi resultado de pressão dos Estados Unidos, apesar de Trump ter exigido zero óleo para Cuba.
- O governo mexicano não esclareceu se o cancelamento é pontual ou pode significar suspensão permanente, mantendo a posição de solidariedade a Cuba e críticas ao bloqueio americano.
O governo do México cancelou o envio de petróleo para Cuba. A informação foi parcialmente confirmada pela presidente Claudia Sheinbaum em coletiva, mas ela enfatizou que a decisão é soberana e tomada no momento necessário. A medida ocorre em meio a escassez de combustível que aumenta os apagões em Cuba.
A decisão surge depois de a México ser o maior fornecedor de petróleo à ilha desde que Washington interrompeu as remessas da Venezuela no mês passado. Relatórios de domingo indicaram que a Pemex já havia recuado na intenção de enviar um carregamento a Cuba neste mês.
Segundo a imprensa, o governo mexicano vinha avaliado internamente a continuidade dos envios ante o receio de represálias dos EUA. Em janeiro, o presidente dos EUA enviou mensagens públicas exigindo fim do fluxo de óleo e dinheiro para Cuba.
Não ficou claro se o cancelamento será episódico ou sinaliza uma suspensão mais ampla. Sheinbaum manteve a posição de que o México sempre se opõe ao bloqueio imposto pelos EUA e reiterou a solidariedade à Cuba.
A entrevista também destacou que a relação comercial com Cuba é parte de uma estratégia para mostrar parceria em questões de comércio e segurança sem dissidência interna na coalizão Morena. Analistas comentam a sensibilidade política do tema.
Para analista, a resposta de Sheinbaum reflete o equilíbrio entre decisões soberanas e interesses de distintas correntes políticas que compõem a aliança governista, evitando descolamento com aliados regionais e com a oposição.
Contexto econômico aponta que a disponibilidade de petróleo de Cuba depende de parceiros externos diante de restrições de produção. A gestão cubana enfrenta dificuldades para manter o abastecimento sob o regime de embargo.
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