- O Doomsday Clock avançou para 85 segundos antes da meia-noite, sinalizando maior proximidade da destruição humana.
- Os riscos destacados são guerra nuclear, crise climática, uso indevido de biotecnologia e IA sem controles adequados.
- Países com maior agressividade e nacionalismo, especialmente Rússia, China e Estados Unidos, intensificam a competição entre grandes potências.
- Conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia e tensões entre Índia e Paquistão, aumentam as incertezas globais sobre cooperação.
- O grupo afirma que a cooperação internacional é essencial para reduzir riscos existenciais; avanços só seriam revertidos com ações coletivas dos líderes.
O Doomsday Clock chegou a 85 segundos até a meia-noite, segundo o Bulletin of the Atomic Scientists. A comissão avançou o relógio nesta terça-feira, após demonstração anterior na sexta, para sinalizar o risco de destruição humana. Os cientistas citam guerra nuclear, crise climática, uso inadequado de biotecnologia e avanço da inteligência artificial sem controles como fatores principais.
O grupo afirma que acordos globais ainda não foram adotados de forma eficaz para enfrentar riscos existenciais. A distância até a meia-noite tem diminuído nos últimos anos, em parte pela intensificação de uma competição entre grandes potências e pela erosão de cooperação internacional.
Riscos em foco
Entre os fatores destacados, estão escaladas tensões envolvendo países com armamento nuclear, o conflito Rússia-Ucrânia, o potencial confronto entre Índia e Paquistão e dúvidas sobre o Irã desenvolver armas nucleares após ataques no último verão. A situação aumenta a incerteza mundial, segundo os pesquisadores.
A organização também aponta impactos climáticos — secas, ondas de calor e enchentes — e críticas à falta de acordos climáticos significativos. O grupo cita ainda tentativas de ampliar o uso de combustíveis fósseis e reduzir estímulos a fontes renováveis, sob críticas a gestões de governos anteriores.
Contexto histórico
Desde 1947, o relógio simboliza quão próximo a humanidade está de um fim catastrófico. Ao fim da Guerra Fria, esteve bem mais distante da meia-noite, e nos últimos anos houve ajustes rápidos para refletir mudanças globais. A instituição enfatiza que o relógio pode “voltar” se líderes cooperarem para enfrentar riscos existenciais.
Quem compõe a avaliação
Os cientistas que integram o comitê destacam a necessidade de cooperação internacional e da confiança entre nações. Daniel Holz, presidente da comissão de ciência e segurança, reforça a importância de evitar uma mentalidade de confronto que aumente a probabilidade de perdas globais.
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