- No dia internacional do Memorial do Holocausto, sobreviventes de Auschwitz depositaram flores e velas no local para relembrar a libertação há 81 anos, em cerimônias na Europa e fora.
- Cerca de 1,1 milhão de judeus foram assassinados em Auschwitz, além de poloneses, ciganos e outros; em Berlim houve vigil de velas no Memorial aos Judeus Mortos e Birkenau recebeu a presença do presidente da Polônia.
- A sobrevivente Tova Friedman, 87 anos, vai falar no Bundestag e pediu que o AfD ouça o relato de quem viveu as atrocidades; ela usa o TikTok, com o neto Aron Goodman, para alertar sobre o antissemitismo.
- Líderes europeus destacaram o ressurgimento do antisemitismo e o risco de novas formas de extremismo, incluindo conteúdos gerados por IA que distorcem fatos históricos.
- Em Kiel, polícia investiga vandalismo em memorial próximo à antiga sinagoga; a Irlanda anunciou mais recursos para educação sobre o Holocausto; estima-se que cerca de 196.600 sobreviventes judeus ainda estejam vivos no mundo.
Ontem, sobreviventes do campo de Auschwitz participaram de cerimônias em memória às vítimas do Holocausto, depositando coroas de flores e velas no local do memorial. A programação ocorreu durante as homenagens que marcaram a libertação do campo, há 81 anos, em várias cidades da Europa e do mundo.
Entre os presentes, estão autoridades e lideranças judaicas que alertaram contra o esquecimento do extermínio de milhões de judeus, ciganos e outros grupos, ocorrido durante a Segunda Guerra. Ao lado dos sobreviventes, familiares e estudantes reforçaram a necessidade de denunciar o aumento de discursos antissemitas.
A líder de direitos judaicos Tova Friedman, de 87 anos, está programada para falar no Parlamento alemão nesta semana. Friedman, que sobreviveu a Auschwitz após deixar Gdynia, na Polônia, descreve a própria história como representativa de milhões de vítimas infantis.
A cerimônia principal ocorreu no memorial em Berlim, conhecido como Memorial aos Judeus Mortos da Europa, onde velas e rosas foram colocadas entre as estruturas de concreto. Em Birkenau, próximo de Auschwitz, o presidente polonês participou de uma cerimônia com sobreviventes.
Até o momento, estima-se que cerca de 1,1 milhão de judeus foram mortos em Auschwitz, além de poloneses, ciganos e outros grupos perseguidos. O recorde é lembrado em vários memoriais pelo continente, com visitas a túmulos e memoriais de vítimas.
Em Berlim, outras cerimônias aconteceram no Memorial à Murdered Jews of Europe, com participação de representantes da comunidade judaica europeia. Em várias cidades, ações públicas, exposições e visitas a escolas integram as atividades do dia.
O Dia Internacional deMemória do Holocausto também reforçou debates sobre educação e memória. O objetivo é ampliar o ensino sobre o Holocausto e combater o extremismo em meio a novas formas de comunicação, inclusive conteúdo gerado por inteligência artificial.
Tova Friedman manifestou preocupação com o crescimento de correntes populistas de direita no continente e pretende abordar esse tema em futuros debates públicos. Ela participa de ações educativas ao lado do neto, Aron Goodman, que acompanha as atividades com um perfil em rede social dedicado à sua experiência.
Em outra frente, autoridades europeias destacaram a importância de proteger comunidades judaicas e de agir contra a disseminação de mensagens de ódio. A Organização Judaica Europeia chamou a atenção para o uso indevido de conteúdos históricos para distorcer fatos.
Em Kiel, na região norte da Alemanha, a polícia investiga um ataque de vandalismo ocorrido no fim de semana contra um memorial diante de uma antiga sinagoga. Flores e velas foram quebradas, e a cena foi alvo de apuração policial.
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