- Keir Starmer viajará a Beijing para discutir relações com a China, mantendo postura “clara e realista” sobre a segurança nacional.
- Downing Street diz que haverá “guardrails” de segurança, sem abrir mão de interesses econômicos ao longo das conversas com Xi Jinping e Li Qiang.
- Starmer será o primeiro líder britânico em oito anos a visitar a China, com encontro marcado em Beijing e com a liderança chinesa durante três dias.
- A comitiva inclui cerca de sessenta empresas e organizações britânicas, como HSBC, GSK, Jaguar Land Rover e o National Theatre.
- O governo britânico enfatiza que a China é o terceiro maior parceiro comercial e que a relação pode trazer oportunidades, mesmo com divergências a serem levantadas, especialmente em direitos humanos; após a China, a viagem segue para Tóquio.
Keir Starmer chegou a Beijing para a primeira visita de um líder britânico à China em oito anos, buscando melhorar relações econômicas enquanto mantém um olhar firme sobre a segurança nacional. Em meio a tensões globais, o premiê prometeu estabilidade e clareza na abordagem britânica.
Downing Street informou que Starmer manterá guardrails sobre segurança nacional e discutirá laços econômicos com os governantes chineses, sem abrir mão de pontos de discórdia, como direitos humanos. A visita ocorre num momento de instabilidade global e de avaliação de parceiros estratégicos.
A viagem inclui encontros com o presidente Xi Jinping e o premier Li Qiang, em Beijing, na quinta-feira, para uma rodada de talks. O premier acompanha o premier britânico uma delegação de cerca de 60 empresas e organizações culturais.
Contexto econômico e diplomático
Segundo o governo britânico, a China é a segunda maior economia mundial e o terceiro maior parceiro comercial do Reino Unido, sustentando cerca de 370 mil empregos britânicos. Starmer sinaliza uma relação pragmática, reconhecendo oportunidades sem negligenciar desafios.
Críticas internas à thaw com a China foram feitas pela oposição, que questiona a falta de alavancas em negociações. Priti Patel afirmou que a visão de Starmer é de cedência e que o país estaria vulnerável em temas de segurança.
Perspectivas e próximos passos
Um porta-voz do governo destacou que a prioridade é a segurança, mas também o engajamento econômico para dinamizar serviços financeiros, manufatura avançada e transição energética. A viagem deverá também incluir uma passagem por Xangai.
Após a agenda em Beijing, Starmer deve viajar a Tóquio, onde deve se reunir com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, em uma rodada de contatos internacionais previstas para ampliar cooperações regionais.
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