- A União Europeia deve impor sanções a aproximadamente 20 iranianos e entidades sob regras de direitos humanos nesta semana.
- As medidas incluem restrições à exportação de componentes usados na produção de drones e mísseis, mantendo alinhamento com a política da UE em relação à Rússia.
- Alguns iranianos também serão punidos por oferecer suporte à Rússia.
- A inclusão do Corpo de Guarda Revolucionário Islâmico (IRGC) na lista de terror da UE não é esperada neste momento, devido à oposição da França.
- Os ministros europeus devem discutir o assunto em Bruxelas nesta quinta-feira e devem aprovar as novas sanções; a Itália tem pressionado pela inclusão do IRGC, enquanto Paris mantém posição contrária.
A União Europeia deve impor sanções a cerca de 20 indivíduos e entidades iranianas sob regras de direitos humanos ainda nesta semana, sem incluir as Forças Quds (IRGC) na lista de terror, por oposição da França, segundo informações de autoridades.
Os ministros de Relações Exteriores da UE se reunirão em Bruxelas para discutir a situação no Irã e devem aprovar as novas medidas, que incluem restrições à exportação de componentes usados na produção de drones e mísseis, alinhando-se à política da UE em relação à Rússia. Parte dos atingidos atuaria como apoiadores da Rússia.
A IRGC, criada após a Revolução Islâmica de 1979 para proteger o regime, tem grande influência no país, controlando parte da economia e as forças armadas e supervisionando programas de mísseis balísticos e nucleares. A ideia de incluir o grupo na lista de terror é alvo de debate entre Estados-membros.
Alguns países defendem a inclusão completa da IRGC, enquanto outros têm receio de romper relações com o Irã. As manifestações desde dezembro no Irã e a resposta violenta das autoridades reacenderam o debate antes da reunião ministerial.
O ministro italiano Antonio Tajani sinalizou que irá defender a inclusão da IRGC na lista de terror da UE, sinalizando mudança de posição de Roma. Parisi, porém, mantém posição de evitar a medida por agora, para não prejudicar contatos diplomáticos.
Segundo diplomatas europeus, a decisão depende de consenso entre os Estados-membros, o que torna improvável a inclusão total da IRGC na lista de terror neste momento. A França teme prejuízos a negociações com cidadãos sob proteção no Irã.
A cobertura desta pauta reforça o equilíbrio entre pressão por direitos humanos e cautela diplomática diante de um contexto regional volátil. A equipe de jornalistas consultou fontes oficiais para confirmar os elementos apresentados.
Fonte: Reuters.
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