- Um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estima que as baixas russas somam cerca de 1,2 milhão, com até 325 mil mortos, e que as tropas ucranianas chegam a aproximadamente 600 mil entre mortos, feridos e desaparecidos.
- O total de baixas na guerra pode chegar a 2 milhões até a primavera, segundo o estudo, com as forças de Moscou longe de obter avanços expressivos.
- A Rússia tem apenas começado a usar pacotes de benefícios e bônus de alistamento para repor suas tropas, incluindo recrutamento de homens de Ásia, África e América do Sul; a Ucrânia enfrenta dificuldades para mobilizar tropas suficientes.
- Os avanços russos têm sido marginais desde 2024, com ritmo médio de 15 a 70 metros por dia em ofensivas, prejudicados pelo inverno e pela firme resistência ucraniana.
- Em Abu Dabi, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos realizaram talks de paz, sem sinal de avanço concreto nas negociações.
A estimativa de perdas na war entre Rússia e Ucrânia, em quase quatro anos de conflito, pode chegar a 2 milhões até a próxima primavera. O estudo do CSIS aponta cerca de 1,2 milhão de baixas russas (incluindo até 325 mil mortos) e quase 600 mil baixas entre militares ucranianos.
O relatório, baseado em entrevistas com autoridades ocidentais e dados de Mediazona e BBC Russian Service, não revela números oficiais de Moscou, que classifica as cifras como confidenciais. As autoridades russas rejeitaram o estudo como pouco confiável.
O CSIS compara as perdas a referências históricas, destacando que mortes russas no conflito superam significativamente guerras anteriores. A divisão estimada é de cerca de 2,5 russos para cada ucraniano ferido ou morto.
Pressões e recrutamento
Moscou tem usado salários elevados e pacotes de benefícios para atrair novas tropas, com bônus que chegam a dezenas de milhares de dólares em algumas regiões. Também há recrutamento de venez, nações asiáticas, africanas e sul-americanas, muitas vezes atraídas por promessas enganosas.
Mobilização na Ucrânia e desdobramentos
A Ucrânia enfrenta dificuldade para mobilizar forças suficientes para repor unidades esgotadas. O presidente Volodymyr Zelenskyy resistiu a reduzir a idade de mobilização abaixo de 25, o que geraria descontentamento interno.
Avanços táticos e cenário militar
Apesar das baixas, avanços russos têm sido marginais. O CSIS aponta que, desde 2024, as ofensivas russas assinalaram média de apenas 15 a 70 metros diários nos casos mais relevantes, e o inverno freou qualquer progresso.
Dados do grupo DeepState indicam que, entre 1º e 25 de janeiro, as forças russas ocuparam 152 km² de território ucraniano, o ritmo mais lento desde março do ano anterior.
Encontros diplomáticos recentes
Rússia, Ucrânia e EUA participaram de conversas em Abu Dhabi no fim de semana anterior, primeiro contato de paz desde a invasão. Não houve sinal de avanço, com a Rússia mantendo demandas máximas sobre território.
A avaliação do estudo reforça o caráter prolongado do confronto, com impactos humanitários e geopolíticos significativos para a região e o equilíbrio estratégico entre as partes envolvidas.
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