- Delcy Rodríguez, presidente interina de Venezuela, indica iniciar una era de “reforma y apertura” similar al modelo de Deng Xiaoping.
- Propõe atualizar leyes petroleras para atraer firmas extranjeras y fortalecer lazos con Estados Unidos, China, Rusia, Cuba e Irán; ya existían zonas económicas especiales creadas en Venezuela.
- Críticos dizem que a percepção de Deng é manobra para legitimar o governo, mantendo o controle político e sem avanços democráticos.
- Analistas veem o modelo chinês como referência pragmática, mas alertam que o regime venezuelano pode continuar autocrático, com reformas econômicas restritas.
- Não está descartada uma visita oficial ao exterior pela liderança interina, incluindo possível viagem aos Estados Unidos, dependendo de avanços na economia e relações internacionais.
A Venezuela viveu anos de instabilidade econômica e social. Com Nicolás Maduro no poder, Delcy Rodríguez, sua vice e interventora eficaz, assume o cargo principal após a destituição de Maduro. A fala de Rodríguez sinaliza uma agenda de reformas e abertura, inspirada em modelos asiáticos, para reacender a economia do país. O anúncio ocorreu após sua atuação recente no governo, com foco em atrair investimentos e reativar o setor petrolífero.
Rodríguez afirmou que o país precisa devolver a credibilidade econômica ao país e abrir espaço para investimentos estrangeiros. O plano inclui mudanças legais no setor de petróleo para facilitar a participação de firmas internacionais. Ela também sinalizou uma aproximação com Washington, apesar de manter vínculos com parceiros tradicionais como China, Rússia, Cuba e Irã.
O contexto vem acompanhado de viagens internacionais. Em 2023, emissários de Maduro foram a Xangai para sondar cooperação econômica, resultando na criação de zonas econômicas especiais na Venezuela. Rodríguez, que comanda a política externa desde 2018, tem reforçado esse eixo de diálogo com investidores e governos estrangeiros.
Especialistas veem riscos e oportunidades na estratégia de Rodríguez. Pesquisadores destacam que o modelo chinês de abertura teve fases de reformas limitadas e controle político rígido. Autores lembram que mudanças amplas podem não alterar drasticamente o regime político, mantendo o poder nas mãos do grupo dominante.
A possibilidade de uma visita oficial aos EUA é citada como marco simbólico, dada a histórica relação entre os dois países. Analistas ressaltam que a cooperação econômica pode ganhar peso, desde que haja garantia de estabilidade, regulação clara e proteção a investidores. Ainda assim, a Venezuela enfrenta desafios estruturais para recuperação sustentável.
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