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Equador deflagra buscas em casas de esquerda por supostos fundos da Venezuela

Ações de busca nas casas de membros da Revolução Cidadã investigam uso de recursos da Venezuela na campanha de 2023, sob suspeita de crime organizado e lavagem de dinheiro

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  • A Procuradoria do Equador realizou mandados nas casas de políticos do Partido Revolução Ciudada (Citizens’ Revolution) do ex‑presidente Rafael Correa, investigando supostos recursos ilícitos da Venezuela usados na campanha presidencial de 2023.
  • A operação mirou a candidata Luisa Gonzalez e outros membros do partido, sob suspeita de crime organizado e lavagem de dinheiro.
  • As autoridades dizem que dinheiro da Venezuela foi utilizado para financiar a campanha, sem fornecer detalhes adicionais.
  • O presidente Daniel Noboa afirmou que dinheiro ligado ao ex‑líder venezuelano Nicolás Maduro entrou no país por meio de financiamento de campanhas locais; o governo venezuelano não comentou até o momento.
  • Gonzalez afirmou que o partido não recebeu recursos da Venezuela ou de cartéis e acusou perseguição política, dizendo que as despesas de campanha foram apresentadas às autoridades eleitorais.

O Ministério Público do Equador realizou nesta semana buscas em casas de políticos do partido de esquerda do ex-presidente Rafael Correa, enquanto investiga a eventual candidatura de 2023 financiada com recursos ilícitos da Venezuela. A operação envolve apreensões relacionadas a supostas atividades criminosas e lavagem de dinheiro.

As buscas ocorreram na manhã de quarta-feira e envolveram a candidata presidencial Luisa González e outros integrantes do Movimento Revolução Cidadã. A Procuradoria descreveu a ação como parte de uma apuração ampla sobre organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Contexto e desdobramentos

A PGR não detalhou quais organizações ou pessoas específicas podem ter recebido fundos venezuelanos para a campanha. O presidente Daniel Noboa disse que recursos ligados ao governo de Nicolás Maduro teriam entrado no Ecuador por meio de financiamento de campanha local, sem apresentar fontes adicionais.

O governo venezuelano não comentou o assunto de imediato. Maduro foi detido neste mês em uma operação executada por autoridades dos EUA, sob acusação de tráfico de drogas em vias federais.

González negou veementemente as acusações, afirmando que não houve aporte financeiro de Venezuela ou de cartéis para a campanha. Ela também destacou que a legenda apresentou as despesas de campanha aos órgãos eleitorais competentes e atribuiu a falta de evidências à Procuradoria.

A defesa de González criticou o andamento da investigação, alegando perseguição política e ausência de provas robustas. O partido Revolução Cidadã reiterou que atua dentro das regras eleitorais e que qualquer acusação carece de fundamentação.

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