- Pesquisa da Overseas Development Institute com 29 pequenos estados insulares aponta a China como o principal parceiro bilateral de desenvolvimento, em termos de valor percebido, abrangendo Caribe, Oceano Índico e Mar do Sul da China.
- No Caribe, a liderança da China surpreendeu; no Pacífico, o Reino Unido ficou em primeiro entre respondentes, enquanto a China ficou em destaque entre as nações do Atlântico, Oceano Índico e Mar do Sul da China.
- Entre 2020 e 2023, a China destinou cerca de 6 bilhões de dólares em ajuda ao desenvolvimento para esses países, superando a Austrália (4,78 bilhões), os Estados Unidos (3,17 bilhões) e o Japão (2 bilhões).
- O estudo havia sido conduzido antes da volta do ex-presidente Donald Trump ao poder, em janeiro de 2025, que reduziu a atividade da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
- Embora haja financiamento inovador, como swaps de dívida e cláusulas de pausa em desastres climáticos, a adesão continua baixa e muitos países enfrentam alta vulnerabilidade a eventos extremos e acesso limitado a financiamentos concessionais.
O governo de pequenas ilhas desenvolvidas avaliou a China como principal parceira bilateral de desenvolvimento, conforme uma pesquisa do ODI. A sondagem contou com 29 países respondentes, entre ilhas caribenhas, oceânica Pacífico e áreas do Atlântico, Índico e Mar do Sul da China. Os resultados sugerem implicações geopolíticas ao redor dos fluxos de ajuda.
Entre os pontos destacados, a pesquisa aponta que, no conjunto, a China ficou em primeiro lugar como parceira de desenvolvimento para as ilhas pesquisadas. Em contrapartida, outros doadores aparecem com favoritismo diferente conforme a região. O estudo aponta também variações significativas por área geográfica.
A análise de fluxos de financiamento, cobrindo 2020 a 2023, indica que a China destinou cerca de US$ 6 bilhões em assistência, superando a ajuda oficial de países como Austrália (US$ 4,78 bilhões), Estados Unidos (US$ 3,17 bilhões) e Japão (US$ 2 bilhões). Os números refletem o peso relativo da China na região.
O levantamento foi realizado entre julho e novembro de 2025 e incluiu países como Barbados, Cabo Verde, Maurício, Maldivas, Solomon Islands e Papua-NovaGuiné, além de Belize e Guyana, classificados entre as pequenas ilhas que também não são necessariamente insulares.
O estudo ressalta que, embora haja financiamento inovador, como trocas de dívida ou cláusulas de pausa em casos de desastres climáticos, a adoção dessas ferramentas permanece limitada. Segundo a pesquisadora Emily Wilkinson, o principal desafio é a vulnerabilidade climática e o acesso restrito a financiamentos concessionais.
Contexto regional
A pesquisa revela diferentes preferências entre regiões. No Caribe, o Reino Unido liderou as preferências de metade dos respondentes. No Pacífico, a Austrália ficou em primeiro lugar. Já no Atlântico, no Oceano Índico e no Sudeste da China, a China foi o parceiro mais valorizado.
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