- Os EUA disseram à Organização das Nações Unidas que a desmilitarização de Gaza incluirá a desativação de armas por meio de um processo acordado, apoiado por um programa de buyback (recompra) financiado internacionalmente.
- O monitoramento independente supervisionará a desmilitarização, com a remoção permanente de armamentos e infraestrutura militar, incluindo túneis e instalações de produção de armas.
- O Hamas controla pouco menos da metade de Gaza, e o acordo de cessar‑fogo de outubro vincula novas retiradas israelenses à entrega de armas pelo grupo.
- O Hamas afirma não ter recebido propostas detalhadas de desarmamento; os EUA e mediadores teriam pressionado por desarmamento, com possibilidade de tipo de anistia.
- Pode haver uma Força Internacional de Estabilização em Gaza para estabelecer controle até a conclusão da desmilitarização, com coordenação entre EUA, Egito e Catar e apoio de países signatários do Board of Peace.
O governo dos Estados Unidos informou ao Conselho de Segurança da ONU que a demilitarização de Gaza incluirá um desarmamento por meio de um processo acordado, apoiado por um programa de recompra financiado internacionalmente. A reforma faz parte de um acordo que vincula novas retirada de tropas israelenses à entrega de armas por parte de Hamas.
O anúncio foi feito em meio a negociações com o Board of Peace de Trump, do qual participam 26 países, e conta com supervisão da autoridade palestina que o grupo controla na Faixa de Gaza. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Wallace, ressaltou o papel de monitores independentes no processo.
Hamas continua sob controle de quase metade de Gaza após o cessar-fogo de outubro, mediado pelos EUA. Washington afirma que o grupo não terá participação no governo da região e que estruturas militantes, túneis e instalações de produção de armas deverão ser destruídas e não reconstruídas.
A proposta inclui supervisão de monitoramento internacional para a desmilitarização, com o descomissionamento de armamentos e um programa de reintegração financiado externamente. Não houve detalhamento imediato sobre quem financiará e como funcionará a recompra.
Hamas ainda está fortemente armado, segundo informações apresentadas por autoridades israelenses ao Conselho. Estocadas de foguetes, mísseis antitanque e milhares de fuzis continuam sob o controle do grupo, segundo as autoridades.
O Conselho de Segurança discutiu, em novembro, a criação de uma força de estabilização internacional para Gaza, dentro de uma estrutura de transição até a reforma da Autoridade Palestina. Rússia e China abstiveram-se na votação. O objetivo é manter estabilidade enquanto israelenses se retiram.
O anúncio americano sinaliza que a desmobilização de Gaza dependerá de compromissos verificáveis e de um processo de recompra, com envolvimento de potências internacionais. O papel exato de outros países e a operacionalização do programa ainda carecem de detalhes.
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