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EUA dizem à ONU que Gaza terá desmilitarização com programa de recompra

EUA dizem que desmilitarização de Gaza incluirá programa de recompra financiado internacionalmente, com supervisão independente do processo

Palestinian children walk past the rubble of residential buildings destroyed during the war, in Gaza City, January 28, 2026. REUTERS/Mahmoud Issa
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  • Os EUA disseram à Organização das Nações Unidas que a desmilitarização de Gaza incluirá a desativação de armas por meio de um processo acordado, apoiado por um programa de buyback (recompra) financiado internacionalmente.
  • O monitoramento independente supervisionará a desmilitarização, com a remoção permanente de armamentos e infraestrutura militar, incluindo túneis e instalações de produção de armas.
  • O Hamas controla pouco menos da metade de Gaza, e o acordo de cessar‑fogo de outubro vincula novas retiradas israelenses à entrega de armas pelo grupo.
  • O Hamas afirma não ter recebido propostas detalhadas de desarmamento; os EUA e mediadores teriam pressionado por desarmamento, com possibilidade de tipo de anistia.
  • Pode haver uma Força Internacional de Estabilização em Gaza para estabelecer controle até a conclusão da desmilitarização, com coordenação entre EUA, Egito e Catar e apoio de países signatários do Board of Peace.

O governo dos Estados Unidos informou ao Conselho de Segurança da ONU que a demilitarização de Gaza incluirá um desarmamento por meio de um processo acordado, apoiado por um programa de recompra financiado internacionalmente. A reforma faz parte de um acordo que vincula novas retirada de tropas israelenses à entrega de armas por parte de Hamas.

O anúncio foi feito em meio a negociações com o Board of Peace de Trump, do qual participam 26 países, e conta com supervisão da autoridade palestina que o grupo controla na Faixa de Gaza. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Wallace, ressaltou o papel de monitores independentes no processo.

Hamas continua sob controle de quase metade de Gaza após o cessar-fogo de outubro, mediado pelos EUA. Washington afirma que o grupo não terá participação no governo da região e que estruturas militantes, túneis e instalações de produção de armas deverão ser destruídas e não reconstruídas.

A proposta inclui supervisão de monitoramento internacional para a desmilitarização, com o descomissionamento de armamentos e um programa de reintegração financiado externamente. Não houve detalhamento imediato sobre quem financiará e como funcionará a recompra.

Hamas ainda está fortemente armado, segundo informações apresentadas por autoridades israelenses ao Conselho. Estocadas de foguetes, mísseis antitanque e milhares de fuzis continuam sob o controle do grupo, segundo as autoridades.

O Conselho de Segurança discutiu, em novembro, a criação de uma força de estabilização internacional para Gaza, dentro de uma estrutura de transição até a reforma da Autoridade Palestina. Rússia e China abstiveram-se na votação. O objetivo é manter estabilidade enquanto israelenses se retiram.

O anúncio americano sinaliza que a desmobilização de Gaza dependerá de compromissos verificáveis e de um processo de recompra, com envolvimento de potências internacionais. O papel exato de outros países e a operacionalização do programa ainda carecem de detalhes.

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