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Europa deve agir diante das novas realidades da relação com os EUA, diz a UE

Europa enfrenta novas realidades na relação com os EUA; defesa exige independência europeia, maior gasto e coordenação com a NATO

Kallas was speaking at the European Defence Agency’s annual conference in Brussels.
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  • A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que a relação com os EUA passa por mudanças estruturais e a UE precisa elevar os gastos com defesa.
  • Acomissário de defesa da UE, Andrius Kubilius, pediu que a UE se prepare para menor presença dos EUA na Europa e construa rapidamente sua independência em defesa, sem atrasos.
  • Kubilius defendeu o desenvolvimento de capacidades paneuropéias e a criação de um Conselho de Segurança Europeu para melhorar a coordenação política na defesa.
  • Kallas alertou que o veto de um país não pode definir a política dos outros, citando obstáculos de membros como possível referência à Hungria e ao premiê Viktor Orbán.
  • A líder ecumênica reforçou que a Otan precisa ficar mais europeia para manter a força, com uso dos instrumentos da UE para apoiar a Otan e maior alinhamento entre as duas estruturas.

A União Europeia precisa acelerar a construção de uma defesa independente diante de mudanças estruturais no relacionamento transatlântico, disse a chefe da política externa da UE. O recado é de que o bloco deve aumentar os gastos com defesa para enfrentar as novas realidades da parceria com os EUA.

O comissário de Defesa da UE também reforçou a urgência de reduzir a dependência de Washington, destacando que a independência não implica agir sozinho, mas fortalecer o eixo europeu da OTAN. A fala acompanha um debate sobre capacidades pan-europeias, onde lacunas significativas devem ser preenchidas em conjunto.

Kallas apontou ainda para a necessidade de uma governança de segurança mais integrada na UE, com a ideia de um Conselho Europeu de Segurança para melhorar a coordenação político-defensiva. A proposta já havia sido discutida por líderes no passado, com foco em cooperação estratégica.

Além disso, a líder europeia ressaltou que o veto de um único país não pode bloquear políticas comuns, citando a necessidade de rapidez frente a questões como a Rússia. Em meio a eleições parlamentares importantes na região, o tom da crítica é de maior imposição de consenso entre Estados-membros.

Fortalecimento europeu da OTAN

Kallas afirmou que a OTAN precisa se tornar mais europeia para manter sua força, defendendo que a UE amplie o uso de instrumentos próprios para apoiar a aliança. O conceito envolve alinhamento entre recursos orçamentários, regulação e capacidades militares.

Ela destacou que os passos devem ser coordenados com a OTAN para evitar duplicidades e reforçar a interoperabilidade entre forças. O objetivo é demonstrar como o pilar europeu acrescenta valor por meio de maior partilha de encargos e fortalecimento regional.

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