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Ex-primeira-dama sul-coreana é condenada a 20 meses de prisão

Ex-primeira-dama Kim Keon-hee é condenada a vinte meses de prisão por corrupção, com absolvição de manipulação do mercado de ações e financiamento de campanhas

A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, chega ao gabinete do promotor especial em Seul, Coreia do Sul 06/08/2025 Reuters/Kim Hong-Ji/Proibida reprodução
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  • Ex-primeira-dama Kim Keon-hee foi condenada a 20 meses de prisão por corrupção pelo tribunal do distrito central de Seul.
  • A sentença está ligada à prisão do marido, o presidente Yoon Suk-yeol, por atos relacionados à declaração de lei marcial em 2024.
  • Kim foi absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e violação das leis de financiamento de campanhas eleitorais.
  • Ainda pesavam no processo acusações de interferência eleitoral, recebimento de presentes da Igreja da Unificação (seita Moon) e cerca de 170 mil euros em subornos.
  • O caso ocorreu enquanto Yoon vetou investigações parlamentares sobre a esposa; o desfecho envolve também desdobramentos ligados à seita Moon.

Um tribunal sul-coreano condenou a ex-primeira-dama Kim Keon-hee a 20 meses de prisão por corrupção. A decisão ocorreu em Seul, no dia 28, após o caso relacionado à declaração de lei marcial em 2024, que envolve o marido, o presidente Yoon Suk-yeol.

Kim Keon-hee foi absolvida de manipulação do mercado de ações e de violação das leis de financiamento de campanhas eleitorais. A acusação havia pedido 15 anos de prisão por corrupção e fraude.

A ex-primeira-dama, detida, era acusada de interferência eleitoral, recebimento de presentes de alto valor da Igreja da Unificação e de cerca de 170 mil euros em subornos. A defesa alegou inocência.

O julgamento ocorre em meio a investigações que atingiram o círculo de Yoon Suk-yeol e o entorno da seita Moon. O presidente tinha vetado três tentativas de abertura de investigação pelo Parlamento.

Contexto adicional

A sentença de Kim surge uma semana após a condenação do ex-primeiro-ministro Han Duck-soo, por cumplicidade no caso da lei marcial, a 23 anos de prisão. Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação, também ficou sob investigação.

As apurações continuam, com desdobramentos sobre as ligações entre a ex-primeira-dama, a seita Moon e o financiamento político. Authorities afirmam que as investigações seguem em andamento.

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