- O ex-primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki denunciou “interferência americana flagrante” na eleição, em resposta à ameaça de Trump de retirar apoio dos EUA caso ele seja eleito.
- Maliki é indicado pelo bloco majoritário para retornar ao premiership e afirmou rejeitar a intervenção, considerando-a uma violação da soberania do Iraque.
- Trump escreveu que, “da última vez” que Maliki esteve no poder, o país caiu na pobreza e no caos, e que, se eleito, os EUA não ajudarão, deixando o Iraque sem chances de sucesso sem esse apoio.
- A intervenção de Washington coincide com a transferência de militantes do Estado Islâmico de detenção na Síria para o Iraque e com a pressão para afastar o Iraque do Irã.
- O Coordination Framework nomeou Maliki como candidato; o ex-primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani abriu mão da candidatura, permitindo que Maliki avance, mas a sessão do parlamento para eleger presidente foi cancelada por falta de quórum.
Nouri al-Maliki, ex-primeiro-ministro do Iraque, contestou veementemente a interferência americana nas eleições do país. A reação veio após Donald Trump ameaçar retirar apoio dos EUA caso Maliki volte ao poder.
Segundo Maliki, o que chamou de intervenção direta dos EUA viola a soberania iraquiana. A declaração foi feita nesta semana, em meio a disputas sobre quem deve liderar o governo após as eleições de novembro.
A disputa interna envolve a coalizão maioria, a Coordination Framework, que indicou Maliki para o posto. O ex-primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani, que chegou ao poder em 2022 com o apoio do bloco, desistiu de concorrer recentemente para abrir espaço a Maliki.
Contexto político e cronologia
A sessão parlamentar destinada à eleição do presidente, que indicaria o premiê, foi cancelada por falta de quórum. O processo continua indefinido, com Maliki mantendo a candidatura.
Milícias e alianças regionais
Alguns grupos pró-iranianos manifestaram apoio a Maliki. Entre eles, uma milícia liderada por Abu Alaa al-Walae criticou a intervenção de Trump e afirmou que o líder americano busca, de forma política, afastar Maliki do cargo.
Implicações internacionais
A intervenção de Washington ocorre em um momento de tensão regional, com EUA avaliando ações sobre o Irã e o papel das milícias iraquianas. O governo iraquiano tem sido pressionado a distanciar-se de Teerã, posição que envolve negociações diplomáticas e equilíbrio regional.
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