- Um cidadão chinês, Guan Heng, teve a aplicação de asilo aprovada por um juiz de imigração dos EUA, com o tribunal reconhecendo medo fundamentado de perseguição caso volte à China.
- Guan ganhou notoriedade ao divulgar imagens que, segundo ele, evidenciavam violações aos direitos humanos contra uigures em Xinjiang, gravadas em 2020.
- Ele chegou aos EUA em 2021 de forma irregular e esteve sob custódia desde agosto do ano passado, após operação de enforcement de imigração.
- O Departamento de Segurança Interna chegou a tentar deportá-lo para Uganda, mas a gestão recuou em dezembro após manifestações públicas e pressão no Congresso.
- O juiz Charles Ouslander considerou Guan crível e reconheceu a elegibilidade legal para o asilo, destacando o risco de retaliação caso retornasse à China.
Guan Heng, cidadão chinês, teve a asilo concedido por um juiz de imigração dos EUA em Napanoch, Nova York. Ele afirmou temer perseguição caso volte à China, após expor supostos abusos de direitos humanos contra uigures em Xinjiang. Ele chegou aos EUA ilegalmente em 2021 e permanece sob custódia desde agosto do ano passado.
A decisão ressaltou que Guan tem medo fundamentado de retaliação. A taxa de aprovação de asilo nos EUA caiu para 10% em 2025, frente 28% entre 2010 e 2024, segundo dados federais compilados pela organização Mobile Pathways. O DHS ainda pode recorrer.
Guan gravou, em 2020, instalações de detenção em Xinjiang, aumentando as evidências citadas por ativistas. Ele deixou a China por Hong Kong, depois Equador e Bahamas, chegando aos EUA de barco em outubro de 2021. A divulgação ocorreu pouco antes de chegar aos EUA.
O advogado de Guan, Chen Chuangchuang, afirmou que o caso demonstra a importância do asilo. O juiz Charles Ouslander reconheceu Guan como testemunha crível e reconheceu a elegibilidade legal para o asilo, destacando o risco de retaliação caso retornasse à China.
DHS pode apresentar recurso em até 30 dias, segundo o tribunal. Guan já esteve detido por cerca de cinco meses. A defesa informou que a decisão também reflete responsabilidades morais e legais dos EUA em casos de asilo.
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