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Inteligência dos EUA diverge de Trump sobre acordo de Chagos, afirma Starmer

Agências de inteligência dos EUA discordam da oposição de Trump ao acordo de Chagos; governo britânico diz que o tratado está feito e não será inviabilizado

Image released by the US navy shows an aerial view of Diego Garcia.
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  • Agências de inteligência dos EUA discordam da oposição recente de Donald Trump ao acordo sobre Chagos, conforme afirma Keir Starmer.
  • Downing Street diz que o acordo já está “fechado” e não deve ser atrapalhado pela mudança de posição do presidente dos EUA.
  • O acordo foi formalmente aprovado por Starmer e o governo Mauriciano em maio do ano passado.
  • Trump havia criticado o acordo, associando-o à eventual tomada de Groenlândia, e sugeriu que a decisão britânica seria um erro estratégico.
  • A próxima etapa da lei relacionada à cessão de Chagos aos Maurícios foi adiada no Senado, com Downing Street apontando discussões em curso com os EUA.

US intelligence agencies divergem da oposição de Trump ao acordo sobre Chagos, diz Starmer. O premiê britânico sustenta que a gestão americana apoiou o pacto ao fortalecer defesas comuns.

Fontes de Downing Street afirmam que o acordo, já formalmente assinado por Starmer e o então premier Mauriciano no ano passado, está fechado e não será inviabilizado por mudanças de posição dos EUA. Não houve sinal de recuo por parte do governo americano, segundo as fontes.

Starmer afirmou que discutiu o tema com Trump diversas vezes e que, após uma pausa de três meses para avaliação, as autoridades americanas anunciaram apoio ao acordo. Ele lembrou que, na época, secretários de defesa e o próprio presidente sinalizaram compreensão do pacto.

Trump voltou a criticar o acordo recentemente, associando a decisão britânica de ceder Chagos a Mauritius a riscos de segurança. Em notas públicas, ele mencionou que desejaria concentrar esforços na aquisição de Greenland, citando a importância estratégica de Diego Garcia para a base militar dos EUA.

Questionamentos sobre o entendimento do tratado tocaram o governo britânico, que mantém a posição de que o acordo foi aprovado e continua em vigor. A próxima etapa legislativa no Reino Unido ocorreu com atraso na Câmara Alta, devido a discussões sobre o tema com os EUA, segundo a Downing Street.

O acordo, firmado entre o Reino Unido e Maurício, prevê a transferência de soberania de Chagos para Maurício, mantendo o Reino Unido uma locação inicial de 99 anos em Diego Garcia, com uma base militar operada conjuntamente com os EUA. O custo oficial é estimado em £3,4 bilhões.

Londres afirma que o acordo ocorreu sob pressão norte-americana, com preocupações sobre o futuro da base caso Mauritius levasse o caso ao Tribunal Internacional de Justiça. Na ocasião, Starmer disse ter assegurado a base a longo prazo e apontado oposição de adversários como a China.

A China abstive-se em votação na ONU, etapa relevante para o avanço do acordo. Especialistas indicam que Pequim pode considerar o entendimento um revés para seus interesses de segurança, mesmo sem apoio explícito.

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