- Autoridades iranianas aliviaram, mas não removeram, as restrições de internet, com sinais de custos crescentes do blackout.
- Dados indicam restabelecimento irregular do tráfego: chegou a about 60% do nível anterior em um momento, com picos irregulares.
- Alguns serviços passaram a funcionar de forma provincial, incluindo Google, Bing e ChatGPT, mas a estabilidade é limitada e redes sociais permanecem indisponíveis.
- O custo diário estimado do blackout para o governo é de até 36 milhões de dólares, já que grande parte da economia fica sem funcionamento.
- Regime continua monitorando atividades online, com relatos de encontros de CEOs em espaços públicos para acessar a internet, sob supervisão.
O Irã parece ter afrouxado, ainda que não eliminado, o bloqueio de internet, em meio aos custos crescentes advindos do assédio digital. Especialistas veem isso como sinal das perdas causadas pela medida mais rígida já imposta pelo regime.
Dados de usuários indicam retorno irregular do tráfego, com canais antes inacessíveis no Telegram voltando a operar. Fontes técnicas apontam que a conectividade chegou a cerca de 60% do normal em alguns momentos, sem curva suave de recuperação.
Conectividade fragmentada
Relatórios de grupos de monitoramento mostram que serviços como Google, Bing e ChatGPT surgem em disponibilidade variável entre províncias, mas grande parte da rede continua instável e várias plataformas de mensagens permanecem inutilizáveis.
Desde 8 de janeiro, quando começou o apagão digital, o país vivencia protestos políticos intensos. O bloqueio tem sido uma das marcas da atual crise, com relatos de violência e de mortos ainda chegando com atraso a jornalistas e redes de apoio.
Custos e impactos econômicos
Autoridades afirmam que a medida custa ao governo até 36 milhões de dólares por dia, segundo estimativas de um ministro. Economistas e pesquisadores estrangeiros já haviam indicado perdas significativas de produção econômica associadas ao isolamento digital.
A avaliação é corroborada por dados de organizações independentes, que apontam queda de atividade em setores-chave da economia devido à falta de conectividade estável.
Dinâmica de uso e cenários
Relatos de um veículo de imprensa local indicam que CEOs reuniram-se para acessar a rede em sala exclusiva da Câmara de Comércio de Teerã, sob supervisão. Acesso foi limitado a meia hora por pessoa, descrito por participantes como ambiente de “ciberespaço limitado”.
Ao longo das últimas duas semanas, o governo sinalizou intenção de manter o blackout por tempo indeterminado, com possibilidade de extensão até o Nowruz, em 20 de março.
Tendência de retomada
Especialistas afirmam que, embora haja restabelecimento parcial, a rede não voltou aos níveis pré-8 de janeiro. A conectividade varia ao longo do dia, sugerindo que as autoridades continuam ajustando o bloqueio de forma contínua.
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