- Kim Keon Hee, ex-primeira-dama sul-coreana, recebeu 20 meses de prisão por corrupção, por aceitar presentes luxuosos em troca de favores políticos.
- Os presentes incluíram um colar de diamante Graff e uma bolsa Chanel, recebidos da Igreja da Unificação.
- A condenação ocorreu enquanto o presidente Yoon Suk Yeol aguarda veredito sobre uma acusação de rebelião, que pode incluir pena de morte ou prisão perpétua.
- Kim afirmou, por meio de advogados, que aceitará a decisão e pediu desculpas.
- Kim está presa desde agosto; o veredicto de rebelião contra Yoon deve sair em breve.
Kim Keon Hee, mulher do presidente sul-coreano derrubado, foi condenada a 20 meses de prisão por corrupção. O veredito ocorre enquanto Yoon Suk Yeol aguarda a decisão sobre uma acusação de rebelião que pode levar à pena de morte ou prisão perpeta.
A Justiça afirma que Kim recebeu presentes de luxo, como um colar de diamante Graff e uma bolsa Chanel, em troca de promessas de favores políticos. O tribunal citou que a primeira-dama usou sua posição para ganhos pessoais.
Kim disse, por meio de seus advogados, que aceitará a decisão e pediu desculpas pelo transtorno causado. Ela está presa desde agosto, após autorização judicial para evitar risco de destruir provas.
Contexto e desdobramentos
O casal presidencial caiu em descrédito após o anúncio do golpe de 2024, que resultou em impeachment de Yoon. O ex-presidente recebeu, neste mês, uma pena de cinco anos por desobediência às autoridades e outras acusações ligadas ao decreto marcial.
Investigadores afirmam que Kim não teve envolvimento direto com a aplicação do decreto marcial. O veredicto sobre a primeira-dama foi surpresa, diante de pedidos de 15 anos de prisão por crime de manipulação de ações, violação de leis de financiamento político e suborno.
O Ministério Público independente de Min Joong-ki afirmou que apresentará recurso. O partido Democrata, liberal, criticou a decisão, afirmando que sinaliza tolerância à cobrança de poder abusivo.
Minha equipe de defesa, representada por Choi Ji-woo, sustenta que a investigação teve motivação política. A defesa reconhece a decisão, mas avalia possibilidade de recurso mediante avaliação de novas provas.
O que vem a seguir
O veredicto sobre Kim foi emitido cerca de três semanas antes de a corte se pronunciar sobre a rebelião de Yoon. A promotoria representa que a imposição marcial configurou rebelião, pedindo a pena máxima para o ex-presidente.
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