- O líder da coalizão rebelde AFC, Corneille Nangaa, criticou o acordo entre Kinshasa e Washington sobre minerais críticos, dizendo que é inconstitucional e com falhas legais.
- O acordo, assinado em 4 de dezembro em Washington, prevê maior acesso dos EUA a minerais da Gênese Oriental em troca de investimentos e cooperação de segurança.
- Nangaa afirmou que há opacidade nas negociações e falhas processuais, citando violação constitucional e da lei. Ele questiona a viabilidade de investimento americano na região.
- O governo congolês rejeitou as acusações, dizendo que o acordo está dentro das prerrogativas constitucionais e que qualquer implementação respeitará contratos válidos e as regras de mineração.
- Nangaa também mencionou melhoria de segurança nas áreas sob controle rebelde desde a tomada de Goma, embora haja controvérsias sobre ligações entre Ruanda e o grupo, conforme debates internacionais.
Corneille Nangaa, líder da aliança Rebelde AFC, criticou o acordo entre Kinshasa e Washington sobre minerais estratégicos no leste da República Democrática do Congo. O pacto, assinado em 4 de dezembro em Washington, prevê maior acesso norte-americano a minerais da região em troca de investimentos e cooperação de segurança.
Nangaa afirmou, em Goma, que o acordo é falho e não transparente, com falhas legais e violação da Constituição. Ele disse que a negociação seria obscura e sujeita a procedimentos inadequados, o que comprometeria sua implementação.
A crítica acontece um ano após a tomada de Goma pela M23, que domina áreas de mineração no leste do país, incluindo Rubaya, em North Kivu. Nangaa destacou que muitos depósitos já teriam contratos com outros parceiros.
O porta-voz da presidência congolês rejeitou as acusações, afirmando que o acordo está dentro das prerrogativas constitucionais do presidente e do governo. Segundo a Presidência, dúvidas sobre disputas contratuais são especulativas.
O governo afirmou que o acordo será apresentado ao parlamento em março para aprovação. O vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Daniel Mukoko Samba, disse a Reuters ter maioria no parlamento para aprovar o texto.
Nangaa afirmou que a AFC trabalha com Ruanda e Uganda em questões de segurança, mas negou receber apoio direto de Kigali. Países vizinhos disputam influência na região, com tornos diplomáticos envolvendo a ONU.
O rebelde argumentou que a cooperação com os EUA poderia enfrentar disputas sobre a titularidade de minas concedidas a terceiros. Em resposta, Nangaa sugeriu que o regime atual é ilegítimo e corrupto.
Segundo Nangaa, a situação de segurança sob controle rebelde melhorou desde a tomada de Goma, com escolas e hospitais funcionando, e retorno de deslocados. Ele também ressaltou riscos de novas ações se a violência persistir.
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