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Lula defende neutralidade do Canal do Panamá após investida de Trump

Lula reafirma neutralidade do Canal do Panamá para assegurar comércio internacional justo durante visita, com assinatura de acordos bilaterais

Cidade do Panamá, 28/01/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Presidente da República do Panamá, José Raúl Mulino, Palácio Presidencial. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula defendeu a neutralidade do Canal do Panamá como base para um comércio internacional justo, durante visita ao Panamá.
  • Brasil e Panamá assinaram acordos para impulsionar comércio, investimentos bilaterais, turismo e gestão portuária, além de tratar da atualização de serviços aéreos e de preferências tarifárias, com apoio à adesão do Panamá ao Mercosul.
  • O presidente mencionou que encaminhou ao Congresso brasileiro a adesão ao Protocolo de Neutralidade do canal e destacou a gestão eficiente do canal pelo Panamá nesses quase 30 anos.
  • Em 2025, as trocas comerciais entre Brasil e Panamá somaram US$ 1,6 bilhão e houve andamento para a conclusão do procedimento sanitário para importação de carne brasileira.
  • Lula também participou de reunião com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, sobre infraestrutura, rotas de integração e cooperação na área energética e no combate ao crime organizado, incluindo convite para visita de Estado ao Brasil no primeiro semestre de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a neutralidade do Canal do Panamá como base para um comércio internacional justo, durante visita ao Panamá. O tema aparece em meio a críticas de autoridades dos EUA e em contexto de Fórum Econômico Internacional 2026.

Lula reiterou que o Panamá administra o canal de forma eficiente e não discriminatória, destacando a importância estratégica da via para a economia global. A fala ocorreu após ele receber a Ordem Manuel Amador Guerrero, maior honraria panamenha.

Acordos e cooperação bilateral

Nesta quarta-feira, Brasil e Panamá assinaram acordos para estimular o comércio, investimentos e cooperação em turismo e gestão portuária. O Brasil também busca segurança jurídica para o transporte de cargas e avanços em preferências tarifárias.

O acordo de facilitação de investimentos foi apresentado como elemento para dinamizar fluxos entre os dois países, abrindo oportunidades para empresas brasileiras no Panamá. Também houve tratativas sobre atualização de serviços aéreos.

Relações com a Bolívia

Ainda no Panamá, Lula manteve reunião bilateral com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. O principal tema foi infraestrutura e acesso a portos, bem como a retomada de diálogos energéticos e ações conjuntas contra o crime organizado na Amazônia.

Na nota oficial, ficou definida a possibilidade de visita de Estado do presidente Paz ao Brasil no primeiro semestre de 2026, com participação de empresários. Ministros de Relações Exteriores devem mapear projetos prioritários.

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