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Polícia nigeriana lança gás lacrimogêneo; manifestante fica ferido em Lagos

Polícia dispara gás lacrimogênio para dispersar protesto em Makoko, após demolições; um manifestante fica ferido e milhares deslocados

Members of the Nigerian police lob teargas canisters to disperse demonstrators during a protest by residents of Makoko riverine community over the demolition of their stilt houses in Lagos, Nigeria, January 28, 2026. REUTERS/Sodiq Adelakun
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  • Policia nigeriana lançou gás lacrimogênio para dispersar moradores em Makoko, Lagos, durante protesto contra demolições de casas flutuantes.
  • Demolições são realizadas pela prefeitura de Lagos com apoio de policia e escavadeiras, sob alegação de construções irregulares próximas a linhas de alta tensão.
  • Mais de mil moradores e famílias afetadas marcharam até a Assembleia Legislativa do estado para cobrar resposta do governador.
  • A intervenção policial resultou em ferimento na perna de um manifestante, que foi levado ao hospital.
  • Makoko é vila tradicional de pescadores com população estimada entre 80 mil e 200 mil; Lagos, com mais de 20 milhões, enfrenta déficit habitacional e muitos assentamentos informais.

Lagos, 28 jan (Reuters) – a polícia nigeriana disparou gás lacrimogênio para dispersar moradores que protestavam em Lagos contra demolições em Makoko, uma das maiores favelas flutuantes da África. Os moradores relatam desalojos de casas construídas perto de fiações de alta voltagem.

Mais de 1.000 afectados marcharam até a Assembleia Legislativa do Lagos para protestar contra as demolições, segundo a reportagem. Os manifestantes recusaram ordem policial de dispersão e pediram que o governador do estado os recebesse.

Um demonstrante foi ferido na perna durante a dispersão e encaminhado a um hospital, informou a reportagem. Não houve confirmação imediata da polícia sobre o caso.

Makoko abriga milhares de pessoas, em sua maioria pobres, e começou como vila de pescadores há mais de um século. Não há dados oficiais sobre a população, estimativas variando entre 80 mil e 200 mil moradores, conforme organizações não governamentais.

A megalópole de Lagos, com mais de 20 milhões de habitantes, enfrenta déficit habitacional acentuado, o que favorece o surgimento de informalidades e assentamentos ilegais na região.

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