- Procuradores apresentaram acusações contra o prefeito de Budapeste, Gergely Karácsony, por ter organizado e liderado uma reunião pública apesar da proibição policial.
- Eles propõem uma multa ao réu em julgamento sumário, sem realização de julgamento, sem detalhar o valor.
- A marcha de junho reuniu centenas de milhares de pessoas, incluindo participação internacional de Membros do Parlamento Europeu e autoridades europeias, em contestação à proibição do Pride pelo governo.
- A ação ocorre menos de três meses antes das eleições parlamentares, em meio a críticas à erosão de direitos e ao que é visto como enfraquecimento de instituições democráticas em Hungria.
- O caso é encarado por oposicionistas e vozes europeias como um teste de democracia na União Europeia, destacando a criminalização de liderança democrática.
O Ministério Público da Hungria apresentou acusações contra o prefeito progressista de Budapeste, Gergely Karácsony, por organizar e liderar um ato público apesar da proibição policial. Proposta de multa foi apresentada em julgamento sumário, sem prova de valor específico. O episódio ocorreu após ele ter convocado centenas de milhares de pessoas a ir às ruas em junho em resposta à proibição do Pride pela gestão de Viktor Orbán.
A marcha de junho ganhou repercussão internacional ao reunir pessoas de várias regiões do país, além de dezenas de eurodeputados e autoridades de outros países. A polícia havia autorizado o evento municipal, após a prefeitura adotar a designação de evento municipal para contornar a autorização central. O objetivo declarado era resistir ao que se considera um ataque aos direitos LGBTQ+ promovido pelo governo.
Karácsony, que dirige a cidade desde 2019, reagiu rapidamente à acusação. Em redes sociais, disse ter passado de suspeito a réu e afirmou que defender liberdades é o preço de lutar por direitos humanos. O prefeito tem sido uma figura de oposição ao governo de Orbán e já deixou claro que continuará defendendo o direito de reunir-se e expressar-se.
A acusação ocorre menos de três meses antes das eleições parlamentares, em meio a críticas internacionais sobre o enfraquecimento das instituições democráticas e da liberdade de imprensa. Analistas destacam que a tensão política envolve também uma disputa interna no partido governista e o posicionamento de Karácsony como liderança oposicionista.
O caso gerou reação de aliados europeus, que veem na ação contra o prefeito um teste para a defesa da democracia na Hungria. Parlamentares de partidos de esquerda na Europa destacaram que a punição de um líder eleito pela defesa de direitos é relevante para o debate sobre direitos civis na UE. Autoridades europeias não se manifestaram de forma unânime, mas o tema ganhou espaço no debate institucional.
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