Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Prefeito de Budapeste é acusado por incentivar desobediência à proibição do Pride

Procuradores denunciam o prefeito de Budapeste por organizar ato público contra a proibição policial da Budapeste Pride, meses antes das eleições

Karácsony speaking to the media in August. After the prosecutors’ decision, he vowed to continue to ‘stand up for freedom’. Photograph: Tamas Purger/AP
0:00
Carregando...
0:00
  • Procuradores apresentaram acusações contra o prefeito de Budapeste, Gergely Karácsony, por ter organizado e liderado uma reunião pública apesar da proibição policial.
  • Eles propõem uma multa ao réu em julgamento sumário, sem realização de julgamento, sem detalhar o valor.
  • A marcha de junho reuniu centenas de milhares de pessoas, incluindo participação internacional de Membros do Parlamento Europeu e autoridades europeias, em contestação à proibição do Pride pelo governo.
  • A ação ocorre menos de três meses antes das eleições parlamentares, em meio a críticas à erosão de direitos e ao que é visto como enfraquecimento de instituições democráticas em Hungria.
  • O caso é encarado por oposicionistas e vozes europeias como um teste de democracia na União Europeia, destacando a criminalização de liderança democrática.

O Ministério Público da Hungria apresentou acusações contra o prefeito progressista de Budapeste, Gergely Karácsony, por organizar e liderar um ato público apesar da proibição policial. Proposta de multa foi apresentada em julgamento sumário, sem prova de valor específico. O episódio ocorreu após ele ter convocado centenas de milhares de pessoas a ir às ruas em junho em resposta à proibição do Pride pela gestão de Viktor Orbán.

A marcha de junho ganhou repercussão internacional ao reunir pessoas de várias regiões do país, além de dezenas de eurodeputados e autoridades de outros países. A polícia havia autorizado o evento municipal, após a prefeitura adotar a designação de evento municipal para contornar a autorização central. O objetivo declarado era resistir ao que se considera um ataque aos direitos LGBTQ+ promovido pelo governo.

Karácsony, que dirige a cidade desde 2019, reagiu rapidamente à acusação. Em redes sociais, disse ter passado de suspeito a réu e afirmou que defender liberdades é o preço de lutar por direitos humanos. O prefeito tem sido uma figura de oposição ao governo de Orbán e já deixou claro que continuará defendendo o direito de reunir-se e expressar-se.

A acusação ocorre menos de três meses antes das eleições parlamentares, em meio a críticas internacionais sobre o enfraquecimento das instituições democráticas e da liberdade de imprensa. Analistas destacam que a tensão política envolve também uma disputa interna no partido governista e o posicionamento de Karácsony como liderança oposicionista.

O caso gerou reação de aliados europeus, que veem na ação contra o prefeito um teste para a defesa da democracia na Hungria. Parlamentares de partidos de esquerda na Europa destacaram que a punição de um líder eleito pela defesa de direitos é relevante para o debate sobre direitos civis na UE. Autoridades europeias não se manifestaram de forma unânime, mas o tema ganhou espaço no debate institucional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais