Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Queda de alto general chinês aumenta incerteza dos EUA sobre a China militar

Queda de Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central, aumenta a incerteza dos EUA sobre o comando chinês e reduz contatos com a liderança militar

Chinese Central Military Commission (CMC) Vice Chairman Zhang Youxia arrives for a group photo session before the opening ceremony of the Western Pacific Naval Symposium in Qingdao, Shandong province, China April 22, 2024. REUTERS/Florence Lo//File Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A China confirmou que Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central, está sob investigação, sinalizando a mais alta purga até agora entre a liderança militar.
  • A demissão de Zhang encerra um elo de contato valioso entre o Exército chinês e os EUA, em um momento de estreitamento de canais entre as duas nações.
  • Zhang era visto como conselheiro experiente e único oficial ativo com memória de combate desde a invasão do Vietnã, conforme avaliavam analistas internacionais.
  • Com Zhang fora de cena, a Comissão Militar Central passa a ter apenas um general, elevando a dependência de conselheiros políticos e aumentando preocupações sobre conselhos recebidos por Xi Jinping.
  • Autoridades americanas ressaltam a importância de manter contatos com a CMC para evitar mal-entendidos entre as maiores forças militares do mundo; o Pentágono não comentou.

China perde seu principal generalato diante de uma operação de limpeza no alto escalão militar, enquanto Washington avalia impactos. Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Central de Defesa (CMC) e número dois sob Xi Jinping, está sob investigação. A notícia marca a mais significativa purga entre as lideranças das Forças Armadas do país nos últimos tempos.

A demissão surpreendeu autoridades norte-americanas, que viam Zhang como elo estratégico para manter canais de comunicação com o PLA. Em Washington, a retirada complica a relação entre as duas maiores forças militares do mundo, em um momento de modernização militar chinesa e de tensões regionais.

Zhang é um veterano de combate, entre os poucos oficiais com experiência de batalha desde a invasão do Vietnã. Dentro da estrutura de poder, ele outrora tinha influência equivalente à de ministérios da Defesa, o que tornou o canal com os EUA particularmente relevante para diplomacia militar.

O desligamento ocorre em meio a uma ofensiva anticorrupção no Exército Popular de Libertação, liderada por Xi. A CMC, órgão que supervisiona as forças, passa por ajustes com apenas um general em atividade no comitê, acompanhado de um comissário político.

Autarquicamente, a ausência de Zhang levanta questões sobre o aconselhamento que Xi recebe em cenários de crise. Analistas citam o risco de o mandatário ficar sem vozes independentes que informem sobre capacidades reais, limitações e custos humanos de um conflito.

Nos bastidores, autoridades dos EUA destacam que, apesar da comunicação com Dong Jun, ministro da Defesa da China, o canal com o vice-presidente da CMC permanece preferencial para interações de alto nível. A administração busca manter diálogo estável para evitar equívocos em operações na região.

Durante visitas oficiais anteriores, Zhang já havia mostrado abertura para dialogar com autoridades americanas e compreender padrões de prontidão do PLA. Ex-emine de governo ressalta que, sem seu papel, a percepção de independência do PLA pode se reduzir, elevando riscos de avaliações inadequadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais