- O secretário de Estado, Marco Rubio, deve depor no Senado sobre a política dos EUA para a Venezuela, destacando a operação de 3 de janeiro que visou o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
- Será a primeira vez que Rubio enfrenta publicamente perguntas sobre o assunto, após a tentativa fracassada de os republicanos barrarem uma resolução sobre os poderes de guerra sem autorização do Congresso.
- Rubio deverá defender o sucesso da operação, dizendo não ter havido guerra ou ocupação, e afirmar que os Estados Unidos monitoram as autoridades interinas conforme um plano para restaurar a estabilidade na Venezuela.
- O presidente do comitê, o senador Jim Risch, esperava elogiar Rubio pela explicação do plano, apesar de haver confusão sobre como ele seria executado.
- A aritmética do Senado em relação à resolução de poderes de guerra evidenciou fissuras, com republicanos que votaram contra o visto da Câmara, e questionamentos sobre o papel do Congresso na autorização de ações militares.
O secretary de Estado dos EUA, Marco Rubio, testificará no Senado nesta semana sobre a política norte-americana na Venezuela, envolvendo a operação de 3 de janeiro para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro. O depoimento ocorre em Washington e marca a primeira participação pública de Rubio com parlamentares sobre o tema.
Ele deve apresentar os argumentos da administração de Trump, destacando que não houve guerra nem ocupação no país. Os procedimentos são vistos como parte de um plano de cooperação com autoridades venezuelas interinas, segundo trechos de seu discurso preparado para o comitê.
Diversos membros do Congresso manifestaram frustração com a comunicação de autoridades de Trump sobre operações importantes, incluindo a captura de Maduro e o corte de programas de ajuda externa aprovados pelo Legislativo.
O presidente do Comitê, o senador Republicans Jim Risch, de Idaho, deverá elogiar Rubio por esclarecer os planos da administração para o futuro da Venezuela, apesar de percepções de falha de comunicação sobre a execução das ações.
A matéria sobre a autorização de ações militares no exterior vem após um racha no Senado, quando cinco republicanos se somaram aos democratas para adiantar uma resolução sobre os poderes de guerra. Votos de Hawley e Young, inicialmente contrários, foram alterados.
Entre os parlamentares, a dúvida persiste quanto aos vínculos entre a operação e provas de tráfico de drogas, bem como se houve comunicação prévia com políticos sobre a captura de Maduro e a decisão de cortar programas de ajuda.
O senador democrata Chris Coons, membro sênior do comitê, disse ter cerca de 20 perguntas para fazer, cobrindo questões sobre a Venezuela e a justificativa de ações sem consulta ao Congresso. Ele afirmou que não houve provas apresentadas para sustentar a atuação.
Caso haja novas deliberações, o debate poderá ampliar o escrutínio sobre a relação entre poderes do Executivo e o Legislativo na condução de ações militares, tema que já gerou controvérsia e votações apertadas no Congresso.
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