- Keir Starmer vai se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, em uma reunião de quarenta minutos, para aprofundar os vínculos econômicos.
- O primeiro-ministro britânico a visitar a China em oito anos afirma buscar mais estabilidade nas relações, em meio à incerteza sobre a aliança com os EUA.
- O encontro deve tratar de segurança nacional com guardrails contra espionagem e de questões de direitos humanos, como o caso de Jimmy Lai.
- Um acordo provável prevê cooperação para lidar com asylum seekers chegando em barcos vindos da França e para compartilhar informações sobre o contrabando de peças de motores usados em barcos.
- O objetivo é equilibrar comércio e influência chinesa, mantendo pressão sobre direitos humanos e sem escolher entre China e Estados Unidos.
Keir Starmer vai se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, para uma rodada de negociações que busca ampliar os laços econômicos entre Reino Unido e China. A reunião ocorre na Great Hall of the People e inclui atendimentos culturais e empresariais. O objetivo é trazer maior estabilidade às relações bilaterais.
A visita é a primeira de um líder britânico à China em oito anos. A agenda inclui uma conversa de cerca de 40 minutos com Xi, além de encontros com o premiê Li Qiang. O governo britânico mira uma relação mais previsível com a segunda maior economia global.
Starmer afirmou, durante o voo, que pretende trazer clareza às relações bilaterais após anos de mudanças de rumo sob o governo conservador. Segundo assessores, o trabalho visa combinar envolvimento econômico com salvaguardas de segurança.
A pauta envolve dados de comércio: a China é o terceiro maior parceiro comercial do Reino Unido, com exportações de cerca de 45 bilhões de libras por ano. Londres busca manter ligação estável em meio a incertezas sobre a aliança transatlântica.
Desdobramentos e agenda de cooperação
Entre os temas, está a cooperação para reduzir a imigração irregular por vias marítimas, com um acordo para combater o contrabando de componentes de barcos e a produção de motores, de origem chinesa, usados na travessia.
Também está prevista maior colaboração no combate ao crime organizado e no intercâmbio de informações entre agências britânicas e autoridades chinesas. O governo britânico ressalta a necessidade de salvaguardar a segurança nacional.
Na visão de Downing Street, a visita não implica em escolher entre China e Estados Unidos. O governo enfatiza que a parceria com os dois países é relevante para a economia britânica, mesmo com tensões comerciais entre as duas potências.
Contexto político e críticas
Críticos na oposição acusam o governo de flexibilizar posições em relação à China. Em meio a debates sobre uma nova embaixada chinesa em Londres, o tema tem dividido opiniões sobre riscos e oportunidades para a segurança e a economia britânicas.
Starmer também deve tratar de direitos humanos, incluindo a situação de organizações de Hong Kong e de indivíduos como Jimmy Lai. O governo britânico pretende manter pressão diplomática nesses temas, sem abrir mão de acordos comerciais.
As avaliações sobre o impacto da visita variam. Enquanto há expectativa de acordos, há cautela quanto à influência chinesa sobre infraestrutura britânica e a resposta de aliados como os Estados Unidos, com observadores ressaltando o papel de parcerias no equilíbrio estratégico global.
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