- O governo suíço anunciou um aumento de 31 bilhões de francos suíços no gasto com defesa a partir de 2028, financiado por uma alta de 0,8 ponto percentual do imposto sobre vendas por dez anos.
- A meta é levar o gasto militar a 1% do produto interno bruto até 2032.
- O plano precisa passar pelo parlamento e pode receber referendo no próximo ano.
- As prioridades incluem tecnologia da informação, cibersegurança e reconhecimento eletromagnético, além de polícia e proteção de fronteiras.
- O governo cita deterioração da situação geopolítica e riscos como espionagem, ataques cibernéticos e terrorismo, além de custos de armas pressionados pela inflação.
A tarefa de defesa da Suíça ganhará fôlego a partir de 2028. O governo propõe acrescentar 31 bilhões de francos suízos em gastos com defesa e segurança, financiados por aumento do imposto sobre vendas. A mudança depende de aprovação parlamentar e de um eventual referendo no próximo ano.
O Conselho Federal afirmou que o cenário geopolítico se deteriorou. A defesa do país não deve manter o ritmo atual, segundo a instituição, que projeta chegar a 1% do PIB apenas em 2032.
O plano prevê elevar o imposto sobre vendas em 0,8 ponto percentual por 10 anos, a partir de 2028. O governo destaca que o mundo ficou mais volátil e que o ordenamento internacional está sob pressão.
Detalhes do financiamento e prioridades
O governo aponta que custos com armamentos aumentaram com inflação e maior demanda. A receita adicional visa cobrir essas elevações de custo sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Entre as prioridades estão tecnologia da informação, cibersegurança e reconhecimento eletromagnético, além de reforços para polícia e controle de fronteiras.
Contexto e tramitação
Funcionários e legisladores suíços citam riscos como a invasão da Ucrânia, a rivalidade entre EUA e China e tensões no Oriente Médio. Tais fatores são usados para justificar o fortalecimento das capacidades nacionais.
O plano precisa passar pelo parlamento e pode ser submetido a referendo no próximo ano. A decisão dependerá de apoio político e da mobilização popular.
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