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Suíça investiga falsificação de assinaturas em iniciativas populares

Autoridades suíças investigam falsificação de assinaturas em iniciativas populares; cerca de 30 mil sinais suspeitos desde 2022, envolvendo vinte propostas

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  • A polícia suíça e os fiscais federais fizeram buscas em várias casas de empresas contratadas para coletar assinaturas de iniciativas constitucionais, no âmbito de investigações sobre suposta falsificação.
  • As procuradorias indicaram que as investigações envolvem fraude eleitoral relacionada a cerca de 30 mil assinaturas consideradas suspeitas desde 2022.
  • As assinaturas foram coletadas para cerca de 20 chamadas “iniciativas populares” apresentadas à Constituição suíça.
  • No sistema suíço de democracia direta, 100 mil assinaturas válidas em dezoito meses costumam levar as propostas a voto popular.
  • Não foi informado quais mudanças constitucionais as 20 iniciativas tratavam, e os investigadores destacam que os coletores de assinaturas nem sempre precisam se identificar, além de serem, em muitos casos, jovens que moram no exterior.

O Ministério Público Federal suíço (OAG) e a polícia realizaram buscas em várias casas na terça-feira, envolvendo empresas contratadas para coletar assinaturas de iniciativas populares para mudanças constitucionais. A ação faz parte de apurações sobre possível falsificação de assinaturas. Cerca de 30 mil assinaturas foram classificadas como suspeitas desde 2022.

Diversas pessoas foram interrogadas, informou o OAG. As investigações tratam de suposta fraude eleitoral associada às assinaturas. As coletoras trabalham para aproximadamente 20 iniciativas populares.

As iniciativas populares suíças exigem 100 mil assinaturas válidas dentro de 18 meses para serem submetidas a voto. O OAG destacou que as investigações são dificultadas pelo fato de coletadores não terem obrigação legal de se identificar e, muitas vezes, serem jovens que moram no exterior.

Contexto e próximos passos

As buscas ocorreram nos últimos dias como parte de um inquérito que envolve a validação de assinaturas e a possível irregularidade no processo de coleta. Autoridades não especificaram quais mudanças constitucionais estavam ligadas aos 20 casos em análise.

O OAG não informou as identidades das pessoas envolvidas nem possíveis prejuízos ou medidas administrativas já adotadas. A apuração continuará para esclarecer se houve fraude eleitoral ou falhas no processo de verificação das assinaturas.

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