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Candidatos na Costa Rica: linha dura contra crime e oposição fragmentada

Fernandez lidera com mais de 40% para evitar o segundo turno, enquanto a oposição permanece fragmentada

Costa Rican presidential candidate Laura Fernandez of the Sovereign People's Party (PPSO) talks to the press during a campaign rally, in San Jose
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  • Em Costa Rica, vinte candidatos disputam a presidência; Laura Fernandez, de 39 anos, lidera as pesquisas com mais de 40% para evitar o segundo turno em abril.
  • Fernandez pertence ao Partido do Povo Soberano e é protegida do atual presidente, defendendo políticas duras contra o crime relacionado ao tráfico de drogas, além de propor reforma da pensão estatal, do judiciário e da constituição.
  • Alvaro Ramos, 42, do Partido da Libertação Nacional, figura com menos de 10% nas pesquisas, mas é visto como provável para ir a um segundo turno; ele já ocupou cargo ligado à rede de saúde, demitido em 2022 após desentendimentos salariais.
  • Claudia Dobles, 45, do Partido Ação Cidadã, é arquiteta e ex-assessora de urbanismo durante o governo do ex-presidente Carlos Alvarado; o partido enfrentou derrota expressiva nas eleições anteriores.
  • Entre os demais candidatos, Ariel Robles, 34, do Fronte Amplio, tem 4% e foca no público jovem; José Miguel Aguilar, 47, do Avança, cerca de 3% e tem chamando atenção pela ligação familiar com o presidente de El Salvador.

A menos de um ano das eleições, Costa Rica recebe 20 candidatos anunciados para a disputa pela presidência. A liderança nas pesquisas é de Laura Fernandez, 39, do Partido do Povo Soberano (PPSO). Ela busca mais de 40% dos votos para evitar segundo turno em abril. A eleição ocorre em meio a debate sobre segurança pública e reformas estruturais.

Fernandez é protegida do atual presidente e tem prometido endurecer políticas para enfrentar o crime ligado ao tráfico de drogas. Além de propostas de alteração na previdência pública, a candidata propõe mudanças no Judiciário e na própria Constituição. As pesquisas a colocam acima do limiar de 40%.

Principais candidaturas

Alvaro Ramos, 42, do Partido Liberdade Nacional (PLN), aparece com menos de 10% de apoio e tende a mirar em eventual segundo turno. Ex-gerente de uma rede de clínicas públicas, ele foi desligado após desentendimentos com o governo sobre salários e atualmente defende uma atuação firme no combate à criminalidade.

Claudia Dobles, 45, do Partido Ação Cidadã (PAC), é arquiteta e ex-pesquisadora do MIT. Durante a gestão do marido, o ex-presidente Carlos Alvarado, Dobles coordenou planejamento urbano e descarbonização. O PAC sofreu derrota expressiva nas últimas eleições e enfrenta dificuldade de recuperação.

Ariel Robles, 34, do Frente Amplo (FA), é professor e deputado. O FA registra apoio significativo em legislativo, especialmente entre jovens, mas Robles tem apenas cerca de 4% na curva de intenção de voto.

José Miguel Aguilar, 47, do Avança, ocupa cerca de 3% nas pesquisas. O candidato ganhou atenção da mídia ao se casar com uma prima do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e tem sido crítico áereo do governo em debates televisionados.

Outros candidatos

Os 15 candidatos restantes aparecem com votação abaixo da margem de erro. Mesmo assim, o conjunto rompe com o período de crise política ao alertar para um possível modelo autoritário defendido pela liderança atual. A cobertura completa segue com acompanhamento de pesquisas e desdobramentos na campanha.

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