- Em 26 de março de 2024, o cargueiro MV Dali, com bandeira de Cingapura, perdeu potência e bateu na Francis Scott Key Bridge, em Baltimore, resultando na morte de seis trabalhadores.
- Quatro oficiais sêniores da tripulação — capitão, engenheiro-chefe, eletricista-chefe e segundo oficial — permanecem detidos em Baltimore, sem acusações criminais até o momento.
- As passaportes foram confiscados para restringir viagens; alguns membros já voltaram para casa mediante acordo, mas outros permanecem sob vigilância e controle da FBI.
- O relatório da National Transportation Safety Board aponta falha de energia elétrica causada por um fio solto, atribuída a instalação inadequada; o documento não responsabiliza individualmente a tripulação.
- Grace Ocean Private Ltd e Synergy Marine Group concordaram em pagar 101,98 milhões de dólares para cobrir custos federais de resposta e limpeza, enquanto ações legais sobre responsabilidade seguem em curso.
O MV Dali colidiu com a Francis Scott Key Bridge, em Baltimore, durante a madrugada de 26 de março de 2024. O choque ocorreu no canal Fort McHenry, após a embarcação perder energia, o que causou a queda de parte da ponte e a morte de seis trabalhadores no local. A tripulação foi submetida a investigação sob a jurisdição dos EUA, sem que houvesse acusações criminais até o momento.
Quatro oficiais seniores da tripulação permanecem detidos em Baltimore como parte da apuração. Eles são oriundos da Índia e do Sri Lanka, e tiveram seus passaportes apreendidos para evitar viagens internacionais. A detenção ocorre mesmo após a conclusão do relatório preliminar do NTSB, que apontou falha elétrica decorrente de um fio de sinal solto, sem atribuir culpa individual aos tripulantes.
A empresa Synergy Marine Group, então operadora do Dali, e Grace Ocean Private Ltd, proprietária do navio, acordaram pagar cerca de 102 milhões de dólares para cubrir custos federais de resposta e limpeza. O processo civil reconhece que não há admissão de responsabilidade pelo acidente. Processos envolvendo outras vítimas seguem em andamento, com desfechos previstos apenas para anos seguintes.
Investigação e estado dos tripulantes
O relatório do NTSB indicou que a falha elétrica surgiu de instalação inadequada, contribuindo para o colapso da ponte. A investigação não atribuiu responsabilidades individuais aos membros da tripulação, mas destacou vulnerabilidades no sistema de segurança do navio. Enquanto isso, quatro tripulantes permaneceram detidos, com apenas outros quatro liberados para retornar aos seus países, mediante retorno programado aos EUA.
Paralelamente, autoridades continuam com processos civis movidos por familiares de trabalhadores falecidos, empresas envolvidas e autoridades municipais. A Justiça federal não anunciou acusações criminais relacionadas ao incidente, e as ações legais devem se estender por vários anos.
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